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Ciosidade deplorável

maio 5, 2021

O sentimento faccioso adia indefinidamente as mais sublimes edificações espirituais
“Querem todos que Deus lhes pertença,
mas não cogitam de pertencer a Deus”.
Emmanuel

As rivalidades e discriminações de todos os matizes avultam no seio da humanidade, e tal fenômeno verifica-se até mesmo entre os seguidores da mesma titularidade religiosa, confrades, portanto…

A gênese desta como de todas as mediocridades humanas está no egoísmo avassalador e cruel. Combatê-lo é tarefa de todos!

Se há algo imprescindível na personalidade de toda criatura que se diz cristã é a compreensão da paternidade divina.

Deus não criou fronteiras delimitadoras. Olhada do Espaço Sideral, a Terra não apresenta limites sob nenhum aspecto em seus contornos. A humanidade é uma só e a paternidade divina é a herança sagrada de todas as criaturas, sem exceção.

Devemos, então, reconhecer que na Casa do Pai, isto é, no Universo, a única diferença hierárquica entre os homens é medida pelo esforço nobre de cada um, vez que a autoridade moral é outorgada pela justiça distributiva, sem privilégios ou protecionismos de quaisquer espécies.

Não se justifica, portanto, a tendência de separatividade existente principalmente entre os profitentes das diversas titularidades religiosas. Há que se evitar esse perigo que tem sido o estopim de tragédias étnicas terríveis, verdadeiras hecatombes de perversidades e de cruéis desbordamentos morais, tais como os cruentos episódios no Oriente Médio, na África, sem falar nos de triste lembrança que mancharam de sangue a nossa História.

Qualquer processo faccioso é anticristão, desde que se compreenda que, segundo ensinamento do próprio Mestre, os Seus discípulos seriam reconhecidos por muito se amarem.

Ora, toda escola religiosa apresenta valores inconfundíveis ao homem de boa vontade, em que pesem os abusos e arbitrariedades. E o coração sincero beneficiar-se-á amplamente na fonte da fé, iluminando-se para encontrar a consciência divina em si mesmo.

Emmanuel, o ínclito Guia Espiritual do cândido Chico Xavier, tem toda razão ao afirmar: “(…) todo sentimento faccioso adia indefinidamente as mais sublimes edificações espirituais”.

Se tal proceder é lamentável e discutível entre crentes de titularidades religiosas diferentes, quão criticável e incompreensível isso se torna quando se verifica entre confrades, irmãos de crença!

Conclui-se daí que todo movimento de Unificação deve ser altamente acoroçoado por todos aqueles que se autointitulam discípulos do Cristo, esses sim, os Seus discípulos legítimos e, consequentemente os Seus prediletos…

Se quisermos que Deus nos pertença, devemos pertencer a Ele primeiramente.

João, o Evangelista já nos alertava quanto aos falsos discípulos quando ensinou que é preciso “experimentar se os Espíritos são de Deus”.

Rogério Coelho

Nota do editor:

Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://discutindoafelicidade.com.br/sucesso-e-espiritualidade/>. Acesso em: 05MAI2021.

Rogério Coelho
Rogério Coelho

Rogério Coelho nasceu na cidade de Manhuaçu, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais onde reside atualmente. Filho de Custódio de Souza Coelho e Angelina Coelho. Formado em Jornalismo pela Faculdade de Minas da cidade de Muriaé – MG, é funcionário aposentado do Banco do Brasil. Converteu-se ao Espiritismo em outubro de 1978, marcando, desde então, sua presença em vários periódicos espíritas. Já realizou seminários e conferências em várias cidades brasileiras. Participou do Congresso Espírita Mundial em Portugal com a tese: “III Milênio, Finalmente a Fronteira”, e no II Congresso Espírita Espanhol em Madrid, com o trabalho: “Materialistas e Incrédulos, como Abordá-los?” Participou da fundação de várias casas Espíritas na Zona da Mata Mineira.

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