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A necessidade de pensarmos de maneira positiva

maio 2, 2021

Sempre temos ouvido que é preciso cuidado com os nossos pensamentos, com o modo como pensamos, e com a elevação das nossas produções mentais, principalmente neste momento desafiador pelo qual todos – sem exceção – estamos passando.

Realmente, mudar de um mundo de provas e expiações onde ainda predomina o mal, para a categoria de mundo de regeneração, que se caracteriza como um local de convalescença para as criaturas, ainda mantém o planeta em uma classe não muito elevada na hierarquia dos mundos. E passando por um momento de transição, em que tragédias naturais, dores coletivas e mesmo pandemias têm por objetivo fazer a humanidade progredir mais depressa, isso pode nos causar sentimentos íntimos de insegurança, desequilíbrio, receio, e até absurdos questionamentos à divindade, influenciando negativamente, e desse modo, o nível dos nossos cultivos mentais.

A despeito de todas essas dificuldades inerentes ao atual momento planetário, os espíritos sempre nos informaram – e nos informam constantemente – sobre a necessidade imperativa dos pensamentos positivos, do agir e viver no bem, para que não contaminemos a nós, aos outros – encarnados ou desencarnados – e ao ambiente em que estamos ou vivemos.

Allan Kardec trata o assunto com vigor no capítulo XIV de A Gênese, elucidando no item 18 que o pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais, como o dos desencarnados, e se transmite de Espírito a Espírito pelas mesmas vias e, conforme seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos ambientes.

Percebe-se que os pensamentos guiam o nosso estado, os nossos humor e ânimo, enfim, o modo como enfrentamos as questões da vida. São, assim, determinantes na escolha das nossas companhias (encarnadas ou espirituais), por conta da lei de atração – convidamos para perto de nós aqueles que nos são afins, como bem elucidou o codificador no item 10 do capítulo XXVII de O Evangelho segundo o Espiritismo: … quando o pensamento é dirigido a um ser qualquer, na Terra ou no espaço, de encarnado a desencarnado, ou de desencarnado a encarnado, uma corrente fluídica estabelece-se de um a outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som.

Emmanuel – nobre orientador espiritual de Francisco Cândido Xavier –, no prefácio do livro Sinal Verde, de André Luiz, dá-nos uma segura explicação sobre o pensamento e suas relações, ao nos esclarecer que não desconhecemos que todos respiramos num oceano de ondas mentais, com o impositivo de ajustá-las em benefício próprio. Vasto mar de vibrações permutadas. Emitimos forças e recebemo-las. O pensamento vige na base desse inevitável sistema de trocas. Queiramos ou não, afetamos os outros e os outros nos afetam, pelo mecanismo das ideias criadas por nós mesmos.

No capítulo 4, intitulado Matéria Mental, do livro Mecanismos da Mediunidade, André Luiz elucida que compreendemos assim, perfeitamente, que a matéria mental é o instrumento sutil da vontade, atuando nas formações da matéria física, gerando as motivações de prazer ou desgosto, alegria ou dor, otimismo ou desespero, que não se reduzem efetivamente a abstrações, por representarem turbilhões de força em que a alma cria os seus próprios estados de mentação indutiva, atraindo para si mesma os agentes (por enquanto imponderáveis na Terra), de luz ou sombra, vitória ou derrota, infortúnio ou felicidade.

Como fica perceptível por essas informações trazidas, através da nossa fé viva na bondade de Deus, somando-se a resignação, a coragem e a compreensão das tribulações que nos alcançam, torna-se necessário, imperioso até, que fiquemos mais serenos com relação às situações naturais da vida.

Em agindo assim, as nossas vibrações – originadas nas nossas produções mentais que, seja do nosso desejo ou não, são permutadas com as demais criaturas por estarmos todos mergulhados no fluído vital do planeta – ficam mais elevadas, se o quisermos ou nos esforçarmos para tanto. Com esse proceder, e também à prece sincera e bem sentida, traremos paz, serenidade, força e coragem ao nosso ambiente íntimo.

Como visto, por meio do sistema de trocas vibracionais atraímos pessoas e espíritos que vibram na mesma faixa mental, higienizando, consequentemente, a atmosfera à nossa volta. Eis a importância e a necessidade de pensarmos positivamente.

Por fim, através do opúsculo Pensamento e Vida, novamente é Emmanuel quem nos traz importantes lições em cada um dos trinta capítulos do livro, navegando por assuntos que vão desde os mais íntimos, como vontade e fé, até o modo como o nosso comportamento seria apropriado, ao tratar de família, profissão e sociedade.

A obra abriga, da maneira mais próxima do ideal, fartos ensinamentos de como deveríamos pensar, agir e proceder. Ao explicar os motivos e o escopo do livro, que objetiva condensar os princípios superiores que nos orientam a rota, Emmanuel aponta o caminho a trilhar. Numa frase de profundidade tamanha, ensina-nos que o nosso pensamento cria a vida que procuramos, através do reflexo de nós mesmos, até que nos identifiquemos, um dia, no curso dos milênios, com a Sabedoria Infinita e com o Infinito Amor, que constituem o Pensamento e a Vida de Nosso Pai.

Fiquemos, pois, com as lições apontadas pelos espíritos de escol que tão amorosamente nos apresentaram e explicaram a Doutrina Espírita, a terceira revelação de que falou o nosso Mestre Jesus, no sentido de que pensar de maneira positiva nos traz bênçãos, por mais difícil que seja o momento pelo qual passamos, além de atrair pessoas e espíritos que vibram na mesma frequência.

O Amor é a força divina em nós, é o que nos caracteriza como filhos diletos de Deus. E o pensamento altivo, amoroso e cuidadoso é o que nos aproxima ainda mais da divindade. Portanto, por uma questão minimamente de inteligência, pensemos elevadamente, de modo muito positivo.

Renato Confolonieri

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://www.powerofpositivity.com/boost-positive-thinking/>. Acesso em: 02MAI2021.

Renato Confolonieri
Renato Confolonieri

Atuante no Espiritismo há 20 anos, participou por três anos e meio da entrega de sopa no Grupo Fraterno de Assistência Nossa Casa em São Paulo, articulista no periódico Ação Espírita e Membro de Reuniões Mediúnicas no Grupo Espírita Jesus de Nazaré, ambos de Marília, interior de SP.

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