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Lições da Natureza

março 4, 2021

Alguns anos atrás, um dentista no início de sua carreira profissional, para poder atender seus primeiros clientes, precisou alugar uma residência e montar o seu próprio consultório.

E de frente a sala onde ele atendia, havia uma grande árvore que lhe causava muito transtorno com a queda de folhas, pequenos gravetos e insetos que eram atraídos sobrevoando o local. Entretanto, como a situação era bastante desagradável, decidiu então manter a porta fechada. Mas em virtude dos dias quentes e do insuportável calor que fazia, não havia como mantê-la daquela maneira, apesar de todo o incomodo.

Certo dia, saindo de casa para o trabalho, lembrou-se que na véspera havia esquecido a porta do consultório aberta, e lá chegando encontrou o chão todo sujo. Daquele dia em diante, sempre numa alternativa de solucionar ou atenuar o seu problema, cadeiras e móveis eram dispostos de maneira diferente, mas de nada adiantava.

Cansado e muito aborrecido por não mais suportara sujeira daquela árvore, decidiu realizar um plano. Na posse de um galão de ácido clorídrico, sem que ninguém pudesse dele suspeitar, numa certa altura da noite, espalhou o corrosivo e tóxico produto sobre as raízes.

Ao passar do tempo, percebia intrigado que a árvore permanecia do mesmo jeito, inalterada, imaginando o que poderia ter dado de errado. Contrariado e insatisfeito, sem se dar por vencido, outra dose de ácido foi administrada. Após alguns dias, observando agora mais atentamente a árvore, visíveis sinais já eram notados; folhas amareladas começavam a cair e galhos a secar. Aliviado exclamou intimamente consigo – Finalmente, acho que me livrei desta árvore!

E as semanas se passaram, quando por um momento, relanceando novamente o seu olhar sobre a árvore, foi colhido por uma grande surpresa. Perplexo e admirado, começou a observar minúsculas e viçosas folhas verdejantes, a despontarem nos galhos aparentemente secos e mortos; com flores ressurgindo em tons de belíssimas cores e suave perfume, anunciando a chegada da majestosa primavera.

Por fim, numa bela manhã, quando pela segunda vez havia esquecido aberta a porta do consultório, notou agora que o chão estava todo atapetado de lindas e coloridas flores. Arrependido e chateado, passou então a refletir no amoroso gesto e a forma com que a árvore lhe dera como resposta, compreendendo finalmente, que a sabedoria e a força da natureza pelo inexcedível amor de Deus, são capazes de nos dar grandes lições de vida, nos ensinando sempre retribuir o mal com o bem; segundo o sublime preceito de Jesus Cristo anunciado em Mateus capítulo 5 – versículos de 38 a 42 – “Se alguém vos fere a face direita, apresente também a outra”.

Essa é uma história real contada por um amigo, demonstrando o quanto é imperioso recapitularmos as lições inolvidáveis do Mestre Querido, considerando que, como Espíritos milenares no transcurso de nossas existências múltiplas, muito temos negligenciado e ferido as leis amorosas e santificantes.

Ninguém pede angelitude nos desdobrar da noite para o dia, mas acautelemo-nos na observância de vigiar e iluminar nossos próprios passos, compreendendo por fim, que a vida sem se limitar aos nossos caprichos desvairados e egoísticos, só nos pede um pouco mais de amor a natureza e aos nossos semelhantes.

Marildo Campos Brito

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://br.pinterest.com/pin/645070346600367758/>. Acesso em: 04MAR2021.

Marildo Campos Brito
Marildo Campos Brito

Natural de Bauru/SP, de família espírita, frequenta o Centro Espírita Allan Kardec desde a sua infância. Palestrante há dezessete anos em Bauru e região. Como articulista colabora pelo jornal “Tribuna do Espiritismo” de Matão/SP e “O Idealista” pela USE Regional de Jaú/SP.

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