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O telefone toca somente de lá para cá

janeiro 19, 2021

Qual o sentido da frase título deste texto atribuída ao médium? 

Esta afirmação tem levado e causado entre a classe espírita muita polêmica e ambiguidades, no sentido de que o médium mineiro de Pedro Leopoldo, Francisco Cândido Xavier, estaria contrapondo os ensinamentos de Allan Kardec, conforme descreve o capítulo XXV de O Livro dos Médiuns, intitulado Das Evocações, o que não procede. 

Está bem claro, que ao estudarmos principalmente no item 274 da citada obra, todos os Espíritos, podem naturalmente ser evocados, qualquer que seja o grau da escala a que pertençam, sejam os bons como os maus; os que deixaram a vida recentemente, os que viveram em tempos recuados; os homens mais ilustres como os mais obscuros, nossos parentes como os nossos amigos, e também aos que nos são indiferentes e desconhecidos.  

Mas isso, não quer dizer, que eles estejam a nossa disposição vinte e quatro horas e ao sabor de nossos desejos imediatos, acorrendo ou prestando seus depoimentos, pois independentemente da vontade e do interesse de se comunicarem, os Espíritos de uma forma geral, estão subordinados por ordens e decisões superiores, impedidos de atenderem muito das vezes ao nosso chamado, por motivos que desconhecemos e que não nos cabe penetrar.  

Portanto, o argumento de Francisco Cândido Xavier, é totalmente lógico e plausível ao se referir “que o telefone toca somente de lá para cá”, simplesmente pelo fato, de que nossos irmãos desencarnados, geralmente estão em estágio de readaptação, e outros, investidos por ocupações ou tarefas especiais de aprendizado. Portanto, o trabalho desse notável e admirado médium, sempre esteve em consonância com os postulados codificados por Allan Kardec, sem deixar jamais de entreter participativo intercâmbio com o Além, objetivando oferecer e favorecer por vossa abençoada e relevante missão, fidedignas mensagens confortadoras, aos que o procuravam por noticias de seus familiares desencarnados premidos pela dor da saudade.  

Cônscio de seus deveres e responsabilidades, como disciplinado e dedicado homem de bem, nosso querido Chico Xavier, procurou pautar incansavelmente sua vida nas tarefas de labor mediúnico e assistência, sempre tutelado sob a régia direção e determinação do plano Maior, como ele próprio preferia dizer ao ser interpelado “Sou apenas um carteiro, um mensageiro de Deus”. 

Marildo Campos Brito  

 

Marildo Campos Brito
Marildo Campos Brito

Natural de Bauru/SP, de família espírita, frequenta o Centro Espírita Allan Kardec desde a sua infância. Palestrante há dezessete anos em Bauru e região. Como articulista colabora pelo jornal “Tribuna do Espiritismo” de Matão/SP e “O Idealista” pela USE Regional de Jaú/SP.

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