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Orvalho Divino 

setembro 11, 2020

 

Ação e autoestudo é também uma prece.

 

 “(…) A oração é um templo, em cuja doce 

intimidade encontraremos paz e refúgio”. 

  • André Luiz. 

 

Jesus orava, e muito!… Às vezes Ele passava uma noite inteira orando, enquanto Seus discípulos não conseguiam “vigiar” uma hora apenas. 

Segundo Stº. Agostinho, temos na oração o único sistema de intercâmbio positivo entre os servos e o Senhor, através das linhas hierárquicas do Reino Eterno. 

Se existe um traço de união entre a Terra e o Céu, esse traço é a oração. 

Segundo os Espíritos Amigos três alvos podem ter nossas preces: pedir, louvar e agradecer.   Nunca – ou raramente – louvamos e agradecemos, mas somos sempre pródigos nos peditórios. 

A palavra “ação” está na raiz do termo “oração”, e como tal, nossa prece deve ser sempre uma ação permanente nas leiras do bem.   Além disso, ela deve, também, ser um autoestudo. A oração deve levar-nos a profundas reflexões que visem a nossa identificação com o Criador. 

Orar apenas nos momentos de aflição é malversar o valor da oração, pois doce é louvar e agradecer através das asas leves da prece as incontáveis benesses com as quais somos cumulados pela nímia misericórdia do Pai Celestial. 

Afirma ainda Stº. Agostinho (1): “(…) filha primogênita da Fé, a prece nos encaminha para a senda que conduz a Deus. No recolhimento e na solidão, estais com Deus; vossa alma se desprende da matéria e rola por esses mundos infinitos e etéreos, que os pobres humanos desconhecem. 

Avançai, avançai pelas veredas da prece e ouvireis as vozes dos anjos. Que harmonia!  Já não são o ruído confuso e os sons estrídulos da Terra; são as liras dos arcanjos; são as vozes brandas e suaves dos serafins, mais delicadas do que as brisas matinais, quando brincam na folhagem dos vossos bosques. Por entre que delícias não caminhareis! A vossa linguagem não poderá exprimir essa ventura, tão rápida entra ela por todos os vossos poros, tão vivo e refrigerante é o manancial em que, orando, se bebe.  

Dulçurosas vozes, inebriantes perfumes, que a alma ouve e aspira, quando, pela prece, se lança a essas esferas desconhecidas e habitadas.  

 

Rogério Coelho 

 

Referência: 

(1) KARDEC, Allan. O Evangelho Seg. o Espiritismo. 125.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, cap. XXVII, item 23. 

 

Rogério Coelho
Rogério Coelho

Rogério Coelho nasceu na cidade de Manhuaçu, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais onde reside atualmente. Filho de Custódio de Souza Coelho e Angelina Coelho. Formado em Jornalismo pela Faculdade de Minas da cidade de Muriaé – MG, é funcionário aposentado do Banco do Brasil. Converteu-se ao Espiritismo em outubro de 1978, marcando, desde então, sua presença em vários periódicos espíritas. Já realizou seminários e conferências em várias cidades brasileiras. Participou do Congresso Espírita Mundial em Portugal com a tese: “III Milênio, Finalmente a Fronteira”, e no II Congresso Espírita Espanhol em Madrid, com o trabalho: “Materialistas e Incrédulos, como Abordá-los?” Participou da fundação de várias casas Espíritas na Zona da Mata Mineira.

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