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A Terra 

julho 23, 2020

Neste imenso Educandário de Almas há tarefas múltiplas e urgentes para todos 

 “Ajuntem-se as águas debaixo dos Céus  

num lugar; e apareça a porção seca.” (1) Segundo Emmanuel (2), “(…) existe uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as Coletividades Planetárias. Essa Comunidade de seres angélicos e perfeitos, da qual Jesus é um dos membros divinos, apenas já se reuniu, nas proximidades da Terra, para a solução de problemas decisivos da organização e da direção de nosso Orbe, por duas vezes no curso dos milênios conhecidos: a primeira verificou-se quando o Planeta se desprendia da Nebulosa Solar, a fim de que se lançassem, no tempo e no espaço, as balizas do sistema cosmogônico e os pródromos da vida na matéria em ignição; e a segunda, quando se decidia a vinda do Senhor à face da Terra, trazendo à família humana a lição imortal do Seu Evangelho de amor e redenção. 

(…) Jesus definiu todas as linhas de progresso da humanidade futura engendrando a harmonia de todas as forças físicas que presidem ao ciclo das atividades planetárias. 

A ciência do mundo não Lhe viu as mãos augustas e sábias na intimidade das energias que vitalizam o organismo do Globo. Substituíram-Lhe a providência com a palavra “natureza”, em todos os estudos e análises da existência, mas o Seu amor foi o Verbo da Criação do princípio, como é e será a coroa gloriosa dos seres terrestres na Imortalidade sem-fim… 

E, quando serenaram os elementos do mundo nascente, quando a luz do Sol beijava, em silêncio, a beleza melancólica dos continentes e dos mares primitivos, Jesus reuniu nas alturas os intérpretes divinos do Seu pensamento. Viu-se, então, descer sobre a Terra, das amplidões dos espaços ilimitados, uma nuvem de forças cósmicas, que envolveu o imenso laboratório planetário em repouso. 

Daí a algum tempo, na crosta solidificada do Planeta, como nos fundos dos Oceanos, podia-se observar a existência de um elemento viscoso que cobria toda a Terra. 

Estavam dados os primeiros passos no caminho da vida organizada. Com essa massa gelatinosa, nascia no Orbe o Protoplasma (que Moisés (3) nos deu a conhecer há séculos com o nome de vapor e que os modernos cientistas da Nasa estão chamando de poeira cósmica) e, com ele, lançara Jesus à superfície do mundo o germe sagrado dos primeiros homens.” 

Indescritíveis foram o carinho, o cuidado e a previdência na manipulação dos elementos brutos que formaram o nosso Orbe...  Agora, quando observamos a humanidade malversando e abusando do usufruto do Planeta, malsinando-o, depredando-o, poluindo-o, desrespeitando-o, concluímos quão ingrata é!… 

Precisamos respeitar a mãe Terra como nossa Escola abençoada, como nosso Hospital reparador das mazelas, como Oficina de trabalho incessante no Bem. 

A Criação trabalhou de forma impecável, irreprochável… Os desequilíbrios existentes correm por conta da imprevidência e obtusidade dos homens. 

Prossegue Emmanuel com sua narrativa (2): a Terra tem a sua missão e a sua grandeza.  Libertemo-nos do mal que opera em nós próprios e receber-lhe-emos o amparo sublime convertendo-nos junto dela em agentes vivos do abençoado Reino de Deus...  Cada dia é o ensejo bendito de aprender e auxiliar…  Por mais aflitiva seja a sua situação, ampare sempre, agindo assim no abençoado serviço de salvação a que o Senhor nos chamou”. 

Aprendamos a valorizar o poder da humanidade e a força do exemplo na luta pela sobrevivência junto ao Planeta e na busca dos ideais; penetremos os domínios da experiência e, de posse desta, encontraremos os frutos sazonados da aquisição do Amor e da Sabedoria.  Não imitemos os lavradores maus (4) que não corresponderam à confiança do Senhor da Vinha, não entregando a parte que lhes competia entregar dos frutos colhidos e ainda feriram, espancaram e mataram os Seus enviados. 

Neste imenso Educandário de Almas há tarefas múltiplas e urgentes para todos, uma vez que a vida é movimento, progresso, ascensão… 

Apesar de catalogada à conta de mundo de provas e expiações, sem embargo, não podemos considerar a reencarnação na Terra como se fosse um castigo ou apenas um impositivo natural, mas um prêmio pelo ensejo de aprendizado.   Mesmo dentro de seu contexto expiatório/provacional, a Terra está, segundo Emmanuel, (2) voltada (…) à glória do ensino e pode ser comparada a uma Universidade Sublime, funcionando em vários cursos e disciplinas. 

A Terra é um magneto enorme, gigantesco aparelho cósmico em que fazemos, a pleno céu, nossa viagem evolutiva. Comboio imenso, a deslocar-se sobre si mesmo e girando em torno do Sol, podemos comparar as classes sociais que o habitam a grandes vagões de categorias diversas.  De quando em quando, permutamos de lugar com os nossos vizinhos e companheiros: quem viaja em instalações de luxo volta a conhecer os bancos humildes em carros de condição inferior; quem segue as acomodações singelas, ergue-se depois, a situações invejáveis, alterando as experiências que lhe dizem respeito. 

O trabalho é a escada divina de acesso aos lauréis imarcescíveis do Espírito.   Ninguém precisa pedir transferência para Júpiter ou Saturno, a fim de colaborar na Criação de novos Céus.  A Terra, nossa casa e nossa oficina, em plena paisagem cósmica, espera por nós, a fim de que a convertamos em glorioso paraíso. 

Rogério Coelho 

 

Referências: 

(1) Gênesis, 1:9;  

(2)  XAVIER, F. Cândido. A Caminho da luz. 37.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2008, cap. 1. 

(3)  Gênesis, 2:6; e. 

(4) Mateus, 21:33 a 41. 

 

Rogério Coelho
Rogério Coelho

Rogério Coelho nasceu na cidade de Manhuaçu, Zona da Mata do Estado de Minas Gerais onde reside atualmente. Filho de Custódio de Souza Coelho e Angelina Coelho. Formado em Jornalismo pela Faculdade de Minas da cidade de Muriaé – MG, é funcionário aposentado do Banco do Brasil. Converteu-se ao Espiritismo em outubro de 1978, marcando, desde então, sua presença em vários periódicos espíritas. Já realizou seminários e conferências em várias cidades brasileiras. Participou do Congresso Espírita Mundial em Portugal com a tese: “III Milênio, Finalmente a Fronteira”, e no II Congresso Espírita Espanhol em Madrid, com o trabalho: “Materialistas e Incrédulos, como Abordá-los?” Participou da fundação de várias casas Espíritas na Zona da Mata Mineira.

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