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A convivência familiar na Pandemia 

julho 13, 2020

A impermanência das situações existenciais necessita estar em nossas reflexões. Por quê? Simples, porque as mudanças são uma realidade tão palpável quanto à morte. 

 

De um momento para o outro, por exemplo, podemos ter as nossas rotinas capturadas pelos mais variados motivos. ano de 2020 escancarou esta verdade, por conta da pandemia do COVID 19 tivemos que rever hábitos e, de maneira abrupta, modificar nossas rotinas. Quem saía muito de casa para atividades profissionais, religiosas, familiares e de entretenimento, teve que, necessariamente, romper com esses hábitos e passar mais tempo em família. 

 

Pois bem, passar mais tempo em casa equivale a dizer que teremos uma maior convivência com familiares. E uma maior convivência pode significar mais dificuldades nos relacionamentos. Aliás, recebi vários e-mails e mensagens de pessoas queixando-se que o isolamento social expôs os problemas familiares, antes camuflados pela correria do dia a dia. 

 

Minha reação foi sempre a mesma: Boa notícia! Agora teremos a oportunidade de enxergar coisas que estavam encobertas e, então, modificá-las, visando uma melhor qualidade de vida em família e o estreitar desses laços, colocados, aliás, pelos Espíritos como uma lei natural. 

 

E diante de tão importante e rico tema – “Convivência em família – que se desdobra em variados pontos a abordar, levantarei, até pelo espaço, um dos tópicos que considero importante: o perdão, ou melhor, o excesso de perdão. 

 

Proponho o oposto: não perdoar, principalmente nesses tempos de pandemia e convivência mais estreita. Como assim? É de espantar, não é mesmo? O ideal é viver mais leve, utilizando-se da compreensão. A equação é esta: compreender mais e ofender-se menos é igual a zero perdão. 

 

Há um déficit de realidade que necessita ser trabalhado para que não fiquemos, a todo tempo, sentindo-se ofendidos pelas pisadas na bola do outro e que, certamente, até pela maior proximidade, ocorrerão ainda mais. 

 

Então, faz-se, fundamental, entendermos o local onde estamos. E onde estamos? No planeta Terra, mundo de provas e expiações, habitado por Espíritos ainda muito limitados, que buscam, por meio das provas reencarnatórias, evoluir. 

 

Portanto, nesses tempos de maior convivência em família, vale cultivar um pouco mais de leveza, menos cobrança e mais foco no que realmente importa: esforçar-se para ter uma convivência saudável em família, pois este núcleo é fundamental ao nosso progresso moral. 

 

Wellington Balbo 

 

Wellington Balbo
Wellington Balbo

Professor universitário, Bacharel em Administração de Empresas e licenciado em Matemática, Escritor e Palestrante Espírita com seis livros publicados: Lições da História Humana; Reflexões sobre o mundo contemporâneo; Espiritismo atual e educador; Memórias do Holocausto (participação especial); Arena de Conflitos (em parceria com Orson Peter Carrara); Quem semeia ventos... (em parceria com Arlindo Rodrigues).

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