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Curas

março 19, 2020

Encontramos no Evangelho notícias que dão conta de que Jesus operou“milagres”, que a fé raciocinada pregada pela doutrina espírita, não ratifica em vista de seu entendimento de que “Fé inabalável só o é a que pode encarar de frente a razão, em todas as épocas da Humanidade. (1)

No dicionário da língua Portuguesa, encontramos entre outras a seguinte definição para a palavra Milagre: “Acontecimento extraordinário, incomum ou formidável que não pode ser explicado pelas leis naturais.”

Segundo os Espíritos Superiores, existem no Universo, situações e possibilidades para as quais a humanidade que aqui habita ainda está bem distante de conhecer e entender. Dessa forma a Doutrina Espírita nos assevera que o que hoje entendemos por Milagres, não passa de descobertas que a nossa ciência ainda não pode comprovar sua realização.

Assim, as narrativas contidas no Evangelho sobre as CURAS e MILAGRES realizados por Jesus, como os que abaixo transcrevemos, não passam de uma demonstração de que Jesus é conhecedor das Leis Divinas de uma maneira que não temos sequer capacidade de compreender. O Mestre incomparável simplesmente se utilizou de recursos contidos nas Leis Naturais que o homem está bem distante de conhecer.

Encontramos na narrativa dos Evangelistas Lucas e Marcos o que segue:

14 E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam) e disse: Jovem, eu te digo: Levanta-te.

15 E o defunto assentou-se e começou a falar. E entregou-o à sua mãe.Lucas: 7;14 – 15.

11 a ti te digo: Levanta-te, e toma o teu leito, e vai para tua casa.

12 E levantou-se e, tomando logo o leito, saiu em presença de todos, de sorte que todos se admiraram e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca tal vimos. Marcos:2: 11-12.

Nesses e em todos os outros fatos narrados pelos evangelistas, em que Jesus curou doentes do corpo e da alma, multiplicou pães saciando a necessidades de alimentação dos famintos, acalmou as águas do mar bravio etc., o Ser mais Puro e Perfeito que já esteve entre nós apenas utilizou seus conhecimentos para realizá-los com perfeição.

Há milênios que a humanidade vem associando a fé, com a crença religiosa imposta pelas Igrejas que instituíram em suas atividades religiosas os seus dogmas, rituais, amuletos, trajes especiais etc., e que por divergirem na interpretação em suas várias correntes religiosas, isto porque cada uma entende que são seus dogmas os únicos verdadeiros, e acabaram por separar os próprios religiosos.

Com o advento do Consolador prometido por Jesus, trazido a lume pelos Espíritos Superiores, tomamos conhecimento de que a verdadeira fé é um sentimento inato no homem, conforme segue:

“A fé é a virtude que desloca montanhas, disse Jesus. Todavia, mais pesados do que as maiores montanhas, jazem depositados nos corações dos homens a impureza e todos os vícios que derivam da impureza. Parti, então, cheios de coragem, para removerdes essa montanha de iniqüidades que as futuras gerações só deverão conhecer como lenda, do mesmo modo que vós, que só muito imperfeitamente conheceis os tempos que antecederam a civilização pagã.

Sim, em todos os pontos do Globo vão produzir-se as subversões morais e filosóficas; aproxima-se a hora em que a luz divina se espargirá sobre os dois mundos.

Ide, pois, e levai a palavra divina: aos grandes que a desprezarão, aos eruditos que exigirão provas, aos pequenos e simples que a aceitarão; porque, principalmente entre os mártires do trabalho, desta provação terrena, encontrareis fervor e fé. Ide; estes receberão, com hinos de gratidão e louvores a Deus, a santa consolação que lhes levareis, e baixarão a fronte, rendendo-lhe graças pelas aflições que a Terra lhes destina.

Arme-se a vossa falange de decisão e coragem! Mãos à obra! o arado está pronto; a terra espera; arai!

Ide e agradecei a Deus a gloriosa tarefa que Ele vos confiou; mas, atenção! entre os chamados para o Espiritismo muitos se transviaram; reparai, pois, vosso caminho e segui a verdade.” (2)

Nos dias da atualidade em que campeiam os infortúnios, os sofrimentos os desmandos de toda ordem, onde muitos religiosos perderam a fé e passam a acreditar que na Terra o amor não terá mais vez, identificamos aí um grande equívoco dos que assim pensam, pois sabemos que Deus está no comando de tudo, e que não cai um único fio de cabelo da cabeça de qualquer de seus filhos que Ele não tenha conhecimento.

Para o momento tão conturbado que vivenciamos hoje com o advento do “Corona Vírus”, provocando desesperos e temores exagerados, sejamos acima de tudo corajosos, e confiantes, façamos disciplinadamente o que nos está sendo solicitado, pelas autoridades competentes e entreguemos a Deus o que está além de nossa capacidade de realização.

“Coisa alguma se te afigure apavoradora.
A vida são as experiências vitoriosas ou não, que te ensejem aquisições para o equilíbrio e a sabedoria.
Não sofras, portanto, por antecipação, nem permitas que o fantasma do medo te perturbe o discernimento ante os cometimentos úteis, ou te assuste, gerando perturbação e receio injustificado.
Quando tememos algo, deixamo-nos dominar por forças desconhecidas da personalidade, que instalam lamentáveis processos de distonia nervosa, avançando para o desarranjo mental.
Os acontecimentos são conforme ocorrem e como tal devem ser enfrentados.
O medo avulta os contornos dos fatos, tornando-os falsos e exagerando-lhes a significação.
Predispõe mal, desgasta as forças e conduz a situação prejudicial sob qualquer aspecto se considere.
O que se teme raramente ocorre como se espera, mesmo porque as interferências divinas sempre atenuam as dores, até quando não são solicitadas.
O medo invalida a ação benéfica da prece, esparze pessimismo, precipita em abismos.
Um fato examinado sob a constrição do medo descaracteriza-se, um conceito soa falso, um socorro não atinge com segurança.
A pessoa com medo agride ou foge, exagera ou se exime da iniciativa feliz, torna-se difícil de ser ajudada e contamina, muitas vezes, outras menos robustas na convicção interna, desesperando-as, também.
O medo pode ser comparado à sombra que altera e dificulta a visão real.
Necessário combatê-lo sistemática, continuamente.”(3)

Que Jesus nos ilumine inspire guie e guarde, para que possamos superar os dias de incertezas com fé nas promessas daquele que nos assegurou que “estaria conosco até o final dos tempos”.

Francisco Rebouças

Referências:
(1) Kardec, Allan, O Evangelho Segundo o Espiritismo – F.E.B. 112ª edição – Cap. XIX. item 7;
(2) Kardec, Allan, O Evangelho Segundo o Espiritismo – F.E.B. 112ª edição – Cap. XX. item4; e
(3) Franco, Divaldo Pereira, pelo Espírito Joanna de Ângelis, Livro: Leis Morais da Vida – Cap. 26.

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <https://olhardigital.com.br/coronavirus/noticia/fabrica-da-sharp-produzira-mascaras-de-protecao-contra-coronavirus/97469>. Acesso em: 17MAR2020.

Francisco Rebouças
Francisco Rebouças

Pós-Graduado em Administração de Recursos Humanos, Professor, Escritor, Articulista de diversos veículos de divulgação espírita no Brasil, Expositor Espírita, criador do programa: "O Espiritismo Ensina".

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