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Precisamos investir na cortesia

março 4, 2020

As conquistas morais espirituais exigem preparação, esforço, e disciplina e deve começar pelo respeito às soberanas e imutáveis Leis de Divinas, resumidas por Jesus em “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

Ninguém ama a Deus sem amar ao próximo e, isso exige trabalho árduo e adequado a começar pelo respeito ao direito dos outros, procurando fazer uso da educação e da cortesia, traçando dessa maneira um roteiro seguro para o desenvolvimento do amor ao próximo.

Não esperemos as calamidades públicas para início ao nosso testemunho de sacrifício pessoal em busca do desenvolvimento do amor ao nosso semelhante, porque onde estivermos estaremos sendo requisitados para exercitar a bondade.

Desde a convivência em família, ou na sociedade em que a Divina Providência nos situou em todos os instantes a necessidade material ou espiritual nos intima à compreensão e à benevolência no auxílio ao necessitado do momento.

Necessário se faz que nos vigiemos constantemente para não cedermos espaço em nosso mundo íntimo seja por pensamento, palavras ou ações, para as atitudes que possam causar feridas no sentimento alheio, assim como não gostaríamos de ter nosso coração maltratado por atitudes infelizes dos nossos semelhantes.

Não nos esqueçamos em momento algum que também nós necessitamos de calor humano, e dessa forma não podemos negar ao necessitado o estímulo da palavra de incentivo e do amparo fraternal, para pelo menos amenizar a necessidade alheia.

Não foram poucas as vezes em que nos fizemos credores do perdão alheio, em face das inúmeras faltas cometidas por atitudes impensadas que causaram incômodos ao nosso semelhante, que  tornaram nossas relações difícil, e necessitaram da compreensão e do perdão do ofendido.

Em toda parte necessitamos dos favores dos outros, pois não somos auto-suficientes em tudo, e por essa razão não podemos apenas aguardar ajuda alheia, precisamos desenvolver em nós a consciência de que é uma bênção uma felicidade poder também ajudar.

“- A fraternidade será a pedra angular da nova ordem social; mas, não há fraternidade real, sólida, efetiva, senão assente em base inabalável e essa base é a fé, não a fé em tais ou tais dogmas particulares, que mudam com os tempos e os povos e que mutuamente se apedrejam, porquanto, anatematizando-se uns aos outros, alimentam o antagonismo, mas a fé nos princípios fundamentais que toda a gente pode aceitar e aceitará: Deus, a alma, o futuro, o progresso individual indefinito, a perpetuidade das relações entre os seres. Quando todos os homens estiverem convencidos de que Deus é o mesmo para todos; de que esse Deus, soberanamente justo e bom, nada de injusto pode querer; que não dele, porém dos homens vem o mal, todos se considerarão filhos do mesmo Pai e se estenderão as mãos uns aos outros.

Essa a fé que o Espiritismo faculta e que doravante será o eixo em torno do qual girará o gênero humano, quaisquer que sejam os cultos e as crenças particulares.

– O progresso intelectual realizado até ao presente, nas mais largas proporções, constitui um grande passo e marca uma primeira fase no avanço geral da Humanidade; impotente, porém, ele é para regenerá-la. Enquanto o orgulho e o egoísmo o dominarem, o homem se servirá da sua inteligência e dos seus conhecimentos para satisfazer às suas paixões e aos seus interesses pessoais, razão por que os aplica em aperfeiçoar os meios de prejudicar os seus semelhantes e de os destruir.

– Somente o progresso moral pode assegurar aos homens a felicidade na Terra, refreando as paixões más; somente esse progresso pode fazer que entre os homens reinem a concórdia, a paz, a fraternidade.

Será ele que deitará por terra as barreiras que separam os povos, que fará caiam os preconceitos de casta e se calem os antagonismos de seitas, ensinando os homens a se considerarem irmãos que têm por dever auxiliarem-se mutuamente e não destinados a viver à custa uns dos outros.

Será ainda o progresso moral que, secundado então pelo da inteligência, confundirá os homens numa mesma crença fundada nas verdades eternas, não sujeitas a controvérsias e, em conseqüência, aceitáveis por todos.

A unidade de crença será o laço mais forte, o fundamento mais sólido da fraternidade universal, obstada, desde todos os tempos pelos antagonismos religiosos que dividem os povos e as famílias, que fazem sejam uns, os dissidentes, vistos, pelos outros, como inimigos a serem evitados, combatidos, exterminados, em vez de irmãos a serem amados.”  (1)

Comecemos desde já a nos preocupar em arar a terra fértil que possuímos no coração, para a plantação e cultivo cuidadoso da gentileza, do respeito e da fraternidade para servir com alegria a tantos quantos fizerem parte dos caminhos que estamos trilhando a caminho da felicidade.

Inúmeras foram as vezes que nos referimos ao amor, destacando-lhe a beleza e seus benefícios, e ainda não nos conscientizamos de que para que também desfrutemos da felicidade de amar, e irradiemos sua luz, é necessário, nos eduquemos para desenvolver em nós o cultivo incessante da compreensão, do respeito, da ética.

Francisco Rebouças

Referência:
(1) Kardec, Allan. A Gênese. F.E.B. 36ª edição. XVIII, Sinais dos Tempos, itens, 17ª 19.

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em
<http://www.womenofchina.cn/html/people/newsmakers/16081956-1.htm>. Acesso em: 04MAR2020.

Francisco Rebouças
Francisco Rebouças

Pós-Graduado em Administração de Recursos Humanos, Professor, Escritor, Articulista de diversos veículos de divulgação espírita no Brasil, Expositor Espírita, criador do programa: "O Espiritismo Ensina".

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