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Progredir, moral e espiritualmente, é Lei Divina

novembro 21, 2017

“… Transformai-vos pela renovação de vossa mente, para que proveis qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” – Paulo. (ROMANOS, 12:2.).

O trabalho de transformação interior é o grande empreendimento ao qual precisamos dedicar os nossos maiores esforços na concretização de nossa finalidade fundamental de Ser destinado a atingir a plenitude espiritual que nos aguarda no porvir.

Enquanto nos especializamos em exibir títulos e vantagens aparentando uma felicidade que na verdade não desfrutamos em nosso mundo íntimo, poderemos até angariar a simpatia de muitos, despertar inveja em outros, o que, equivocadamente, traduzimos como sinônimo de prestígio social, mas que podem significar, na realidade, armadilhas para o agravo de nossas responsabilidades perante a Lei Divina.

“O progresso intelectual realizado até ao presente, nas mais largas proporções, constitui um grande passo e marca uma primeira fase no avanço geral da Humanidade; impotente, porém, ele é para regenerá-la. Enquanto o orgulho e o egoísmo o dominarem, o homem se servirá da sua inteligência e dos seus conhecimentos para satisfazer às suas paixões e aos seus interesses pessoais, razão por que os aplica em aperfeiçoar os meios de prejudicar os seus semelhantes e de os destruir.

Somente o progresso moral pode assegurar aos homens a felicidade na Terra, refreando as paixões más; somente esse progresso pode fazer que entre os homens reinem a concórdia, a paz e a fraternidade.

Será ele que deitará por terra as barreiras que separam os povos, que fará caiam os preconceitos de casta e se calem os antagonismos de seitas, ensinando os homens a se considerarem irmãos, que têm por dever auxiliarem-se mutuamente e não destinados a viver à custa uns dos outros.

Será ainda o progresso moral que, secundado então pelo da inteligência, confundirá os homens numa mesma crença fundada nas verdades eternas, não sujeitas a controvérsias e, em consequência, aceitáveis por todos.

A unidade de crença será o laço mais forte, o fundamento mais sólido da fraternidade universal, obstada, desde todos os tempos pelos antagonismos religiosos que dividem os povos e as famílias, que fazem sejam uns, os dissidentes, vistos, pelos outros, como inimigos a serem evitados, combatidos, exterminados, em vez de irmãos a serem amados. (1)

Precisamos antes de qualquer outro fundamento, avançar no conhecimento superior, isto é, no entendimento da nossa finalidade como seres humanos criados para a felicidade e a pureza espiritual, ainda mesmo que a caminhada seja espinhosa e nos custe suor e lágrimas.

Em O Livro dos Espíritos encontramos a esclarecedora resposta dos Imortais ao questionamento de Allan Kardec sobre a finalidade de nossa reencarnação no planeta, conforme segue:

Questão 167 – Qual o fim objetivado com a reencarnação?

“Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isto, onde a justiça?” (2)

Enfrentar os desafios que a vida nos propõe e superá-los, à força de nosso trabalho e de nossa fé em Deus e em nossas próprias possibilidades é a fórmula mais racional para a aquisição do discernimento que precisamos adquirir para seguirmos operosos na estrada do progresso evolutivo a caminho da vitória sobre nós mesmos.

As facilidades materiais costumam estagnar-nos a mente, quando não sabemos administrar bem os perigos fascinantes das vantagens terrestres e, por isso mesmo, tornamo-nos escravos dos seus ilusórios poderes de nos fazer felizes, cegando-nos para a realidade da vida da qual fugimos por falta de coragem e discernimento para enfrentá-la.

“Observa os que acumulam dinheiro criando os tormentos da fome, os que se valem do poder temporário implantando a revolta e a penúria, os que aproveitam a inteligência para ferir e os que mobilizam a mocidade, instilando no próximo o desencanto e a loucura…

Repara como sorriem agora qual se o mundo lhes pertencesse, entretanto, amanhã, fanar-se-lhes-á, repentinamente, do domínio para encontrarem, de frente a necessidade do reajuste nos institutos da Contabilidade Celeste.

Identifica-os hoje, quais se mostram, e lembra-te de que talvez foste também assim no pretérito – no pretérito que a Misericórdia de Deus te permite transitoriamente esquecer…” (3)

Importante aprender o quanto antes a vivenciar em nosso dia a dia as sagradas lições do Evangelho de Jesus, que nos estimula a tirar o melhor proveito dos bens materiais sem que para isto nos tornemos menos conscientes da nossa finalidade de Ser Imortal com responsabilidades de progredir, moral e espiritualmente, e buscar viver a nossa existência sob a inspiração do serviço incessante e purificador.

Urge aprendamos a pautar nossa vida pela ética e moral ensinadas e exemplificadas por Jesus Cristo onde estivermos, porque somente pelo trabalho edificante no cumprimento dos nossos deveres, na realização das boas obras, alcançaremos a compreensão da finalidade da nossa existência, sentindo em nosso coração o amor e a vontade de Deus a nosso respeito.

Francisco Rebouças

Referências Bibliográficas:
(1) KARDEC, ALLAN. A Gênese – F.E.B. Cap. XXVIII, item18 e 19;
(2) KARDEC, ALLAN. O Livro dos Espíritos. F.E.B. 76ª edição;
(3) XAVIER, FRANCISCO CÂNDIDO, pelo Espírito Emanuel. Livro Construção do Amor. Cap.9.

Francisco Rebouças
Francisco Rebouças

Pós-Graduado em Administração de Recursos Humanos, Professor, Escritor, Articulista de diversos veículos de divulgação espírita no Brasil, Expositor Espírita, criador do programa: "O Espiritismo Ensina".

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