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Voluntários do bem

novembro 11, 2017

Trabalhamos por dinheiro. Muito justo, precisamos pagar as contas, sobreviver. É digno trabalhar honestamente e poder suprir a família e a si mesmo. O dinheiro é um bem que precisamos, pois é o bônus material por sermos úteis à sociedade, que necessita do nosso serviço para o progresso de todos.

Mas chega uma época na vida em que um apelo dentro de nós nos convoca a dar um passo além. Sentimos a necessidade de sermos úteis ajudando a quem precisar de nós.  Uma força misteriosa nos move e nos tornamos voluntários. Tornamo-nos voluntários conscientes, por livre e espontânea vontade, porque, sem saber, já o éramos, sem nos darmos conta, toda vez em que sorríamos a alguém, escutávamos com paciência o outro, doávamos o nosso tempo para ajudar alguém, tratávamos alguém com respeito, ou até rezávamos por alguém. Quando fazemos o bem, somos um voluntário, trabalhamos produzindo a paz sem saber.

O voluntário tem um bônus também, porém não material. Ele renova-se, pois está exercitando o amor incondicional. Ele tem a paz no coração, pois soube agir ante a dor e necessidade do próximo e vivencia a consciência do dever cumprido. Ele sente-se feliz. Faça uma rápida busca pela internet e veja o depoimento dos voluntários, todos eles alegam sentirem-se mais felizes e até mais saudáveis. Seus olhos passam a enxergar a vida numa perspectiva mais fraterna e mais abrangente.

Por quê? Porque somos a cópia e imagem de Deus que nunca para de trabalhar e sentimo-nos bem fazendo a caridade. O trabalho por caridade nos dá vitalidade, esperança, fé no futuro, além de exercitar capacidades espirituais e cognitivas, melhorando a nossa memória e clareza mental, organizando a nossa psique.

Movidos por esses sentimentos, que nós, Espíritas, acabamos sendo voluntários em muitas ações nas casas espíritas, como visitas a doentes, a entidades assistenciais, a presídios, coleta e conserto de roupas para doação, coleta de alimentos, elaboração de refeições ou sopas aos pobres, muitos ajudam nos congressos das Federações Espíritas do Brasil, além dos trabalhos mediúnicos nas suas casas espíritas. A própria codificação de Kardec estimula-nos a ações no bem, que é um dos caminhos à cura espiritual.

O voluntário espírita acaba assimilando a ideia de que o seu campo de ação é o planeta todo, o tempo todo. Acabamos percebendo que a nossa atitude deve ser sempre a mesma com o parceiro de trabalho no centro espírita ou no trabalho, com o nosso familiar em casa, com o transeunte na rua, com o vizinho, com a pessoa difícil de lidar, com a pessoa fácil de lidar, com o inimigo, no trânsito dirigindo, pois já sabemos que nossas ações e atitudes fazem diferença, no mínimo para nós mesmos.

Falamos aqui de nossa experiência no Espiritismo, mas com certeza não somos os únicos. Os voluntários das boas ações estão espalhados por todo o planeta e se fazem notar na hora da dificuldade.

Alcançando esse entendimento da necessidade da ação no bem, que vem com a maturidade espiritual, qualquer voluntário espírita, ateu, católico, evangelho, umbandista, budista, bramanista, enfim, de qualquer religião, acaba sendo um corpo só de voluntários do bem no planeta, formando uma comunidade que compartilha um só objetivo: a caridade. Todos sob a proteção de um Criador comum e Seus coordenadores espirituais. Somos todos um, num universo onde a ordem da evolução do ser é a cooperação e a fraternidade.

Homens de bem, de boa e forte vontade, unam-se para continuar a obra de propagar a caridade. No próprio exercício dessa virtude, encontrarão a recompensa, pois não existe alegria espiritual que ela não proporcione já na vida presente. Sejam unidos, amem-se uns aos outros, conforme os ensinamentos do Cristo. Que assim seja!

São Vicente de Paulo, cap. 13:12, Evangelho Segundo o Espiritismo.

Maria Lúcia Garbini Gonçalves

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponíivel em <https://www.fraternidadesemfronteiras.org.br/pt-br/fotos/caravana-sem-fronteiras-em-a%C3%A7%C3%A3o-julho2015>. Acesso em: 11NOV2017.

Maria Lúcia Garbini Gonçalves
Maria Lúcia Garbini Gonçalves

Tradutora, mora em Porto Alegre/RS, estudante da Doutrina Espírita, trabalha no Grupo Espírita Francisco Xavier como médium.

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