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Delação Premiada

janeiro 31, 2017

Todos temos tido a oportunidade de acompanhar, pelos diversos veículos midiáticos, o desenrolar das investigações da chamada “Operação Lava Jato”, que busca desvendar o que parece ser um imenso mecanismo de corrupção para desvio do dinheiro público.

Sem emissão de juízo, o que se apresenta a nossa percepção é a existência de uma cultura generalizada que dá como normal e, por isso mesmo comum, a apropriação do que é público, pelo simples fato da possibilidade existente.

Decorrente do processo, a chamada “Delação Premiada” se faz presente com a intenção de diminuir a pena a ser cumprida pelos que foram alcançados pela investigação, com a confissão da participação no esquema e delatando outros envolvidos.

A Delação está prevista na Constituição Brasileira e por isso é legal.

Mas, raciocinemos.

Diminui-se a pena, enquadrando-se os envolvidos legalmente, mas não se consegue reverter todas as consequências do mal praticado, nem produzir o bem que deixou de ser feito.

O dinheiro que não chegou até as necessidades humanas dos brasileiros, e que fez com que nosso país e população continuemos com uma infraestrutura deficiente, sem melhorias nas áreas da saúde, educação e demais necessidades básicas, produzindo sofrimentos e dificuldades sem conta.

A justiça humana tem se desenvolvido ao longo da evolução do homem, mas encontra-se bastante distanciada da perfeição da Lei de Deus que prevê, para redenção do infrator, a corrigenda total de todo o mal praticado.

Resumindo: todo o mal praticado, visível e invisível aos nossos olhos, será corrigido em maior ou menor tempo, e só assim o Espírito devedor se verá livre do encargo assumido diante da Lei Maior.

A extensão dos prejuízos causados pelos envolvidos nos processos da “Lava Jato” é imensa e demandará longo tempo para serem corrigidos. Podemos supor que uma encarnação somente não seria suficiente para expiar as faltas cometidas.

Todos os mecanismos legais devem ser utilizados para se evitar, descobrir, e punir os envolvidos nos ilícitos, mas lembremo-nos, no entanto, que toda e qualquer transgressão está sob a Justiça Divina, e deverão ser corrigidas, tanto as dos nossos irmãos envolvidos nos processos da Lava Jato, quanto as nossas em nosso raio de ação o serão, e por isso deve-se evitar o julgamento pessoal porque será utilizado com aquele que julga o mesmo rigor.

Para os que erram, sem consciência das Leis Divinas, deve-se lamentá-los, como fez o Senhor Jesus ao dizer “Perdoai-os, não sabem o que fazem” – não sabem o que fazem a si mesmos, acrescentaríamos.

Para nós outros, conhecedores do Evangelho e da Doutrina Espírita, muita atenção em nossas responsabilidades, porque “muito se pedirá de quem muito recebeu” e, em sã consciência, qual de nós pode garantir que não cederia a tentação de fazer o mesmo, se estivéssemos no lugar dos que delinquem nesse ou naquele campo da experiência humana?

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <http://www.mercadocomum.com/site/artigo/categoria/doutrina-juridica/materias-publicadas>. Acesso em: 31JAN2017.

Antônio Carlos Navarro
Antônio Carlos Navarro

Estudioso e palestrante espírita. Trabalhador do Centro Espírita Francisco Cândido Xavier em São José do Rio Preto - SP

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