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A necessidade de exercitar o que já aprendemos

novembro 23, 2016

francisco_rebouçasUrge não mais desperdicemos as oportunidades de exteriorizar os nobres sentimentos que já possuímos na relação diária com nossos semelhantes.

Muitas vezes, equivocamo-nos na avaliação de que os outros marcham sem problemas pela alegria que ostentam em seus semblantes o que nos faz deduzir, apressadamente, como sendo indício de que eles de nada carecem.

Essa maneira equivocada de pensar, tem-nos inibido de nos tornarmos úteis aos nossos irmãos em caminhada evolutiva e com essa atitude desperdiçamos excelentes oportunidades de exercitar os ensinamentos que já desfrutamos do evangelho de Jesus, explicado à luz da doutrina espírita, uma vez que, este nos assevera que “fora da caridade, não há salvação”.

Estamos conscientes de que ainda nos caracterizamos por um progresso moral bastante deficitário, o que não nos dá o direito de esquecer alguns benefícios que já conseguimos acumular com o amparo do Celeste Amigo.

Entendemos, perfeitamente, que estamos bem distantes do equilíbrio moral em nossos pensamentos, palavras e atos, mas já desfrutamos do conhecimento do valor da oração na organização de nossa própria resistência ante o assédio do mal; não possuímos o sentimento livre de impurezas, mas já empregamos esforços, na atenção e freio das nossas más inclinações.

Dessa forma, precisamos exercitar os modestos recursos positivos de que somos portadores para servir ao nosso semelhante, atendendo a recomendação de Jesus “fazer ao próximo o que gostaríamos que ele nos fizesse”, pois, o aprendiz do Evangelho tem por obrigação praticar os ensinamentos nele contido.

“Reserva algum período do teu tempo ao serviço sem remuneração à caridade fraternal, à ação em favor da comunidade.

A “hora vazia” é sempre espaço mental perigoso. Oferece-a ao teu próximo, a alguma Sociedade ou Agremiação que se dedique à benemerência, à construção de vidas.

Pequenas ajudas produzem os milagres das grandes realizações.

Jamais te escuses a este mister de ajuda desinteressada, não retribuída.

Há muita aflição esperando socorro e compreensão.”. (1)

Precisamos reformar os sentimentos, as ideias, o nosso modo de observar as coisas, desenvolver pelo estudo o nosso discernimento para melhor compreender e trabalhar os sentimentos que valorizamos em nosso mundo íntimo, para que a vida nos acrescente os recursos de conhecimento, receptividade, visão e interpretação que carecemos; para que nos mantenhamos sempre fiéis aos nossos compromissos diante da imutável Lei de Progresso.

Imprescindível, verificar que o Mestre não estabelece condições para que o discípulo compartilhe a caminhada; diz-nos apenas segue-me, deixando bem claro que se o aprendiz se dispuser a segui-lo, verdadeiramente, será suprido dos recursos de que necessitará.

Suas palavras são claras e expressivas. Reflitamos em suas lições de amor e sabedoria para que não venhamos a permanecer na sombra da indecisão ou do comodismo ilusório.

Francisco Rebouças

Referências Bibliográficas:
(1) Franco, Divaldo Pereira, pelo espírito Joanna de Ângelis – Livro: Vida Feliz. Cap. 35.

Nota do Editor:
Imagem em destaque disponível em <http://amigosmultiplosblog.tumblr.com/post/75794766355/oito-maneiras-de-permanecer-positivo-frente-%C3%A0-em>. Acesso em 23NOV2016.

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Francisco Rebouças
Francisco Rebouças

Pós-Graduado em Administração de Recursos Humanos, Professor, Escritor, Articulista de diversos veículos de divulgação espírita no Brasil, Expositor Espírita, criador do programa: "O Espiritismo Ensina".

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