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A beleza que vem do Espírito

outubro 29, 2016

wellington-balboNos verdes anos, em Bauru, eu e meus amigos gostávamos muito de paquerar as “gatinhas”. Ficávamos ali, nas imediações do BB Batatas e avenida Getúlio Vargas a observar as belas meninas que passavam num intenso ir e vir na grande avenida bauruense. Digo belas, segundo os padrões de beleza estabelecidos atualmente, porquanto, se fôssemos voltar ao passado, séculos XVIII e XIX, os padrões de beleza eram bem outros, sendo, pois, as mais cheinhas as cobiçadas.

Quando um de nós interessava-se por alguma garota que não obedecia aos padrões de beleza, logo os colegas questionavam:

Mas ela não é bonita! O que você viu nela?

Então, por conta disso, para explicar esta “estranha” atração, inventamos um termo denominado “zurubitol”. Sim, a menina que não correspondia aos padrões de beleza, mas ainda assim chamava atenção era porque tinha o tal de “zurubitol”. O “zurubitol” explicava absolutamente tudo.

Lendo um ensaio de Montesquieu, filósofo francês do século XVII, verifiquei que ele aborda a questão da “beleza e feiura”, dizendo que, não raro, o feio tem mais charme que o belo, uma espécie de encanto, de magia, de graça natural que nos chama atenção.

Montesquieu queria dizer “zurubitol”, mas ele não teve a oportunidade de conhecer-nos e desfilar pela Getúlio Vargas. Pois eu lhe digo: Montesquieu, o que essas pessoas têm, essa graça, esse charme que vai além do corpo físico chama-se “zurubitol”.

Allan Kardec e os Espíritos que colaboraram com a construção do Espiritismo também deram seu parecer sobre esta questão do feio e bonito. Ora, como já abordado, sabe-se que padrões de beleza obedecem determinadas épocas. Nem voltarei ao século XVIII, ficarei na década de 1980 do século passado. Naquela época não havia, como há hoje, tantos corpos sarados a estabelecer um padrão de beleza. Lembre-se, caro leitor, das novelas e verá que os galãs eram de biotipo completamente diferente dos galãs atuais.

Pois bem, a beleza física é subordinada aos tempos.

Mas, sendo o corpo o instrumento do espírito, informam os Espíritos que pessoas consideradas “feias”, mas que trazem valores morais bem acentuados acabam por agradar e por tornarem-se belas, ao passo que, gente bela, de rosto perfeito, pode causar repulsa, pois os olhos são os espelhos da alma.

Uma amiga costumava brincar comigo:

– Wellington, meu marido é feio demais, porém, ele é tão lindo, mas tão lindo que estou apaixonada há 30 anos.

A amiga, sem conhecimento do que falaram os Espíritos, dizia a mesma coisa que eles. Pessoas com bons valores morais exalam beleza em seu semblante, é bom estar ao lado delas, caminhar junto, pois exalam uma beleza indefinível, uma graça que não sabemos explicar de onde vem, mas que existe.

A isto, eu e meus amigos daríamos o nome de “zurubitol”.

Montesquieu, não obstante sua sabedoria, ficou sem palavras para explicar a razão pela qual pessoas “feias” tornam-se belas.

Faltou ao célebre filósofo ter conhecido Bauru, ter desfilado pela avenida Getúlio Vargas.

Wellington Balbo

Nota do Editor:
(1) Imagem em destaque da Internet.
(2) Título adaptado do original “Que pena! Montesquieu não desfilou pela Getúlio Vargas”.

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Wellington Balbo
Wellington Balbo

Professor universitário, Bacharel em Administração de Empresas e licenciado em Matemática, Escritor e Palestrante Espírita com seis livros publicados: Lições da História Humana; Reflexões sobre o mundo contemporâneo; Espiritismo atual e educador; Memórias do Holocausto (participação especial); Arena de Conflitos (em parceria com Orson Peter Carrara); Quem semeia ventos... (em parceria com Arlindo Rodrigues).

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