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Iluminando nossa esfera íntima

junho 8, 2016

francisco_rebouças“Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons dispensadores da multiforme graça de Deus.” – Pedro. (1ª Epístola de Pedro, 4:10.)

 A vida na Terra é semelhante a uma peça teatral, da qual todos os indivíduos têm significativa importância, na cooperação, esforço e responsabilidade para o bom desempenho, harmonia e êxito.

Todos são convocados a ofertar sua contribuição e ninguém pode ser considerado inútil ou desobrigado de contribuir com a Lei de Progresso, porque temos sempre muito a realizar no mundo e não estamos simplesmente em excursão de férias. O propósito da reencarnação é justamente nos ofertar oportunidade de buscar a nossa própria iluminação, a caminho da determinação Superior, que é conquistar a pureza e a felicidade.

Urge, portanto, despertar para a realidade de que cada criatura recebeu determinado talento da Providência Divina para servir no mundo, e que fará jus a receber em conformidade com as obras que realizar segundo nos afirmou Jesus: “a cada um segundo as suas obras”.

Temos sempre algo a realizar em benefício de nós mesmos e da vida, visto que ninguém é tão pobre que nada possa dar de si, velho ou moço, com saúde do corpo ou sem ela, precisamos fazer uso dos talentos que recebemos da Soberana Sabedoria do Universo, para avançar na direção da Grande Luz de onde nos originamos.

Mesmo aquele que se encontra por algum motivo atado ao catre da enfermidade, pode fornecer aos outros, exemplos de calma e resignação a favor da paz, pois foi este trabalho que o Céu lhe conferiu como oportunidade bendita de expiar suas dívidas para com a Lei Maior. Assim sendo, quando nos dedicamos a cumprir com esmero os deveres que a vida nos propõe, estaremos participando de forma positiva em benefício do equilíbrio geral.

“Sede bons e caridosos: essa a chave dos céus, chave que tendes em vossas mãos.

Toda a eterna felicidade se contém neste preceito: “Amai-vos uns aos outros.” Não pode a alma elevar-se às altas regiões espirituais, senão pelo devotamento ao próximo; somente nos arroubos da caridade encontra ela ventura e consolação. Sede bons, amparai os vossos irmãos, deixai de lado a horrenda chaga do egoísmo. Cumprido esse dever, abrir-se-vos-á o caminho da felicidade eterna. Ao demais, qual dentre vós ainda não sentiu o coração pulsar de júbilo, de íntima alegria, à narrativa de um ato de bela dedicação, de uma obra verdadeiramente caridosa? Se unicamente buscásseis a volúpia que uma ação boa proporciona, conservar-vos-íeis sempre na senda do progresso espiritual. Não vos faltam os exemplos; rara é apenas a boa-vontade. Notai que a vossa história guarda piedosa lembrança de uma multidão de homens de bem.

Não vos disse Jesus tudo o que concerne às virtudes da caridade e do amor? Por que desprezar os seus ensinamentos divinos? Por que fechar o ouvido às suas divinas palavras, o coração a todos os seus bondosos preceitos? Quisera eu que dispensassem mais interesse, mais fé às leituras evangélicas. Desprezam, porém, esse livro, consideram-no repositório de palavras ocas, uma carta fechada; deixam no esquecimento esse código admirável. Vossos males provêm todos do abandono voluntário a que votais esse resumo das leis divinas. Lede-lhe as páginas cintilantes do devotamento de Jesus, e meditai-as.

Homens fortes, armai-vos; homens fracos, fazei da vossa brandura, da vossa fé, as vossas armas. Sede mais persuasivos, mais constantes na propagação da vossa nova doutrina.

Apenas encorajamento é o que vos vimos dar; apenas para vos estimularmos o zelo e as virtudes é que Deus permite nos manifestemos a vós outros. Mas, se cada um o quisesse, bastaria a sua própria vontade e a ajuda de Deus; as manifestações espíritas unicamente se produzem para os de olhos fechados e corações indóceis.

A caridade é a virtude fundamental sobre que há de repousar todo o edifício das virtudes terrenas. Sem ela não existem as outras. Sem a caridade não há esperar melhor sorte, não há interesse moral que nos guie; sem a caridade não há fé, pois a fé não é mais do que pura luminosidade que torna brilhante uma alma caridosa.” (1)

 Em qualquer situação em que nos encontrarmos, tenhamos consciência da necessidade de atendermos aos apelos da vida com equilíbrio e nobreza, desempenhando a missão que a presente oportunidade reencarnatória nos oferece, utilizando as horas do dia com responsabilidade e inteligência, atentando para o fato de que o tempo é o nosso silencioso e inflexível julgador.

Ontem se foi, amanhã não sabemos se chegará para nós, por isso, é fundamental aproveitarmos o tempo de hoje para nossas maiores e melhores realizações, pois, todo dia é ocasião de semear e colher.

Que tenhamos “olhos e ver e ouvidos de ouvir”, para a realização das tarefas que nos cabem com alegria e boa vontade lembrando as sábias palavras do apóstolo – “Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons dispensadores da multiforme graça de Deus”, para que a graça de Deus nos enriqueça de novas graças. (1)

Francisco Rebouças

 

Referências Bibliográficas:

  • Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, F.E.B. 112ª edição, cap. XIII, item 12;
  • 1ª Epístola de Pedro, 4:10.

Nota do Editor:

Imagem em destaque disponível em <http://images.fineartamerica.com/images-medium-large/pearls-of-wisdom-i-jai-johnson.jpg>. Acesso em 08JUN2016.

Francisco Rebouças
Francisco Rebouças

Pós-Graduado em Administração de Recursos Humanos, Professor, Escritor, Articulista de diversos veículos de divulgação espírita no Brasil, Expositor Espírita, criador do programa: "O Espiritismo Ensina".

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