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A vida tem por finalidade, o progresso Espiritual!

fevereiro 24, 2016

francisco_rebouçasHomem algum estaria reencarnado na Terra, se não tivesse a existência física um objetivo de cunho superior. O Espírito é um Ser imortal, e seu desenvolvimento é produto de cuidadoso e demorado processo evolutivo ao longo dos milênios distantes do dia em que foi criado por Deus, Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas, com a finalidade de desenvolver os infinitos valores que lhe dormem em latência.

Para que isso se dê, capacitou-nos Deus com a bênção da Inteligência, para que etapa a etapa, passo a passo, se processe esse progresso e se fixe através dos hábitos que se incorporam através da repetição na realidade do indivíduo, através das experiências vivenciadas pelo princípio inteligente nos diversos estágios do processo evolutivo, onde adquiriu os valores que lhe constituem patrimônio de crescimento intelectual e moral, para conquistar os níveis de lucidez que o capacitem à compreensão e vivência das soberanas Leis Divinas que regem o destino das criaturas na Terra.

Sabemos que no período do pensamento primário tudo é feito mediante os automatismos dos instintos, preservando os fenômenos inevitáveis da vida biológica, para somente mais tarde, poder desenvolver as faculdades do discernimento sob a força do trabalho no desenvolvimento do intelecto para as conquistas que se realizarão por força do progresso.

As conquistas individuais do Ser processam-se de forma lenta e progressiva, durante milênios em que vai entesourando o que aprende com as forças vivas do Universo, que não o dispensarão de sacrifícios inumeráveis na vivência dessas experiências, que têm por finalidade seu crescimento intelectual e moral, de maneira a sublimar sua forma de viver, o que significará sua libertação dos atavismos remanescentes, permitindo ampliar suas aspirações na área das emoções mais nobres, isto porque a criatura está fadada à felicidade, e à conquista do Infinito.

  1. Segue sempre marcha progressiva e lenta o aperfeiçoamento da Humanidade?

“Há o progresso regular e lento, que resulta da força das coisas. Quando, porém, um povo não progride tão depressa quanto devera, Deus o sujeita, de tempos a tempos, a um abalo físico ou moral que o transforma.”

O homem não pode conservar-se indefinidamente na ignorância, porque tem de atingir a finalidade que a Providência lhe assinou. Ele se instrui pela força das coisas. As revoluções morais, como as revoluções sociais, se infiltram nas ideias pouco a pouco; germinam durante séculos; depois, irrompem subitamente e produzem o desmoronamento do carunchoso edifício do passado, que deixou de estar em harmonia com as necessidades novas e com as novas aspirações.

Nessas comoções, o homem quase nunca percebe senão a desordem e a confusão momentâneas que o ferem nos seus interesses materiais. Aquele, porém, que eleva o pensamento acima da sua própria personalidade, admira os desígnios da Providência, que do mal faz sair o bem. São a procela, a tempestade que saneiam a atmosfera, depois de a terem agitado violentamente.”(1)

Urge entender desde já, que a dor que hoje nos comprime, deve servir de estímulo para que busquemos os meios que nos propiciem livrar-nos o quanto antes desse desagradável fator de desequilíbrio e perturbação. Acontece que esse nível de compreensão somente é descoberto quando se atinge um grau de elevada percepção da realidade, que pode e deve ser cultivada com alegria e saúde.

“…Os limites e as dificuldades iniciais são transformados em experiências úteis, para futuros empreendimentos mais significativos.

Ao descobrir a finalidade da vida – ser feliz sem restrição – o ser emerge da pequenez na qual se encontra e vence todos os obstáculos, qual plântula tenra que rompe a casca da semente onde se enclausura e ruma na direção do Sol que a vitaliza.

Esse tropismo divino alça-o ao objetivo e fortalece-o nas diferentes etapas do crescimento, até o momento da plenificação anelada.

Não importam quais sejam os mecanismos da evolução. O Essencial é consegui-la…” (2)

A Doutrina dos Espíritos em sua lucidez nos afirma não ser a finalidade primeira da vida do Ser humano o viver bem, no sentido de acumular recursos, fruir comodidades, gozar sensações que se renovam e exaurem ter privilégios e regalias etc., por que os bens e os títulos materiais não harmonizam o indivíduo com ele mesmo, perante as Leis de Deus inseridas em sua consciência.

Conscientiza-nos de que as conquistas intelectuais, as realizações sociais, em todas as áreas da ciência, são de suma importância nas relações interpessoais, entretanto, não são as mais importantes para o Ser quando deixa o mundo físico e parte para a sua verdadeira pátria.

É imprescindível a decisão pela realização da reforma íntima, lutar por superar-se quanto possível, enfrentando com destemor os desafios que virão, com alegria compreendendo que são os degraus de ascensão para se conquistar os objetivos essenciais do nosso aprimoramento físico, emocional e mental.

Francisco Rebouças

Bibliografia:
1 – Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos – FEB, 76ª edição; e
2 – Franco, Pereira Divaldo. Livro: Desperte e Seja Feliz – Livraria Espírita Alvorada, 2ª edição.

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em
<http://themominmemd.com/category/babies-2/favorite-baby-books/>.
Acesso em: 23FEV2016.

Francisco Rebouças
Francisco Rebouças

Pós-Graduado em Administração de Recursos Humanos, Professor, Escritor, Articulista de diversos veículos de divulgação espírita no Brasil, Expositor Espírita, criador do programa: "O Espiritismo Ensina".

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