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Nunca Esquecer

fevereiro 17, 2016

francisco_rebouças“Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo”.
Paulo, 1- Coríntios 12:4 ¹

Não devemos esquecer em momento algum de nossas vidas, que tudo que existe é propriedade de Deus, que nos empresta a fim de que possamos trabalhar em nós o egoísmo para que ele não nos escravize a ponto de negligenciarmos as ótimas possibilidades que o Pai nos faculta para um melhor cumprimento da lei natural na marcha evolutiva do Ser imortal que somos a caminho da perfeição.

A começar pelo nosso lar, que representa para cada um de nós um empréstimo precioso que nos cabe dignificar com trabalho, carinho e renúncia, para que se transforme em templo de paz e luz.

Que cada membro de nossa família, esposo, esposa, filho, irmão, pais e demais componentes, constituem depósitos do Senhor que nos compete respeitar e cuidar sem prender e amar sem escravizar, de modo a devolvê-los, um dia, à Infinita Bondade, acrescidos dos exemplos de amor e de ternura que a eles dedicamos.

Que a posse dos bens terrestres, nos cobre responsabilidades e compromissos para que saibamos mobiliza-los na extensão do bem, a fim de que o mau emprego de tais benefícios materiais não nos acarrete remorsos e dissabores quando chamados à prestação de contas diante da Contabilidade Divina.

Que a bênção da inteligência, e saúde do corpo físico, são sublimes ferramentas para nos favorecer o verbo fácil, o raciocínio equilibrado e brilhante que representam concessões da misericórdia Divina que nos cabe empregar na aquisição das riquezas incorrutíveis do espírito, para serem exercidas pelo exemplo edificante no serviço da caridade e do amor ao próximo.

“Convençam-se os discípulos de que o trabalho e a realização pertencem a todos e que é imprescin­dível se movimente cada qual no serviço edificante que lhe compete. Ninguém alegue ausência de no­vidades, quando vultosas concessões da esfera su­perior aguardam a firme decisão do aprendiz de boa-vontade, no sentido de conhecer a vida e ele­var-se.

Quando vos reunirdes, lembrai a doutrina e a revelação, o poder de falar e de interpretar de que já sois detentores e colocai mãos à obra do bem e da luz, no aperfeiçoamento indispensável”.²

Precisamos ter consciência da nossa responsabilidade perante a dádiva sublime da vida, e agradecer a Deus pelas incontáveis possibilidades que Ele nos proporciona diariamente de construir a paz que tanto almejamos através do desenvolvimento das virtudes que todos possuímos.

“Os tormentos voluntários: Vive o homem incessantemente em busca da felicidade, que também incessantemente lhe foge, porque felicidade sem mescla não se encontra na Terra. Entretanto, mau grado às vicissitudes que formam o cortejo inevitável da vida terrena, poderia ele, pelo menos, gozar de relativa felicidade, se não a procurasse nas coisas perecíveis e sujeitas às mesmas vicissitudes, isto é, nos gozos materiais em vez de a procurar nos gozos da alma, que são um prelibar dos gozos celestes, imperecíveis; em vez de procurar a paz do coração, única felicidade real neste mundo, ele se mostra ávido de tudo o que o agitará e turbará, e, coisa singular! o homem, como que de intento, cria para si tormentos que está nas suas mãos evitar.

Haverá maiores do que os que derivam da inveja e do ciúme? Para o invejoso e o ciumento, não há repouso; estão perpetuamente febricitantes. O que não têm e os outros possuem lhes causa insônias. Dão-lhes vertigem os êxitos de seus rivais; toda a emulação, para eles, se resume em eclipsar os que lhes estão próximos, toda a alegria em excitar, nos que se lhes assemelham pela insensatez, a raiva do ciúme que os devora. Pobres insensatos, com efeito, que não imaginam sequer que, amanhã talvez, terão de largar todas essas frioleiras cuja cobiça lhes envenena a vida! Não é a eles, decerto, que se aplicam estas palavras: “Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados”, visto que as suas preocupações não são aquelas que têm no céu as compensações merecidas.

Que de tormentos, ao contrário, se poupa aquele que sabe contentar-se com o que tem, que nota sem inveja o que não possui, que não procura parecer mais do que é. Esse é sempre rico, porquanto, se olha para baixo de si e não para, cima, vê sempre criaturas que têm menos do que ele. E calmo, porque não cria para si necessidades quiméricas. E não será uma felicidade a calma, em meio das tempestades da vida? – Fénelon. (Lião, 1860.)” ³

Se pensarmos bem, fácil será chegar à conclusão de que se alguém existe com direito de queixar-se, de ingratidão, esse alguém seria o Criador, entretanto, esse Pai Celeste jamais nos negou a claridade e o aquecimento do Sol, nem dificultou ou racionou o ar que nos sustenta a vida, em virtude das nossas atitudes infelizes à frente de Suas Leis.

”O discípulo da Boa Nova, que realmente comunga com o Mestre, antes de tudo compreende as obrigações que lhe estão afetas e rende sincero culto à lei de liberdade, ciente de que ele mesmo recolher· nas leiras do mundo o que houver semeado. Sabe que o juiz dar· conta do tribunal, que o administrador responder· pela mordomia e que o servo se fará responsabilizado pelo trabalho que lhe foi conferido. E, respeitando cada tarefeiro do progresso e da ordem, da luz e do bem, no lugar que lhe È próprio, persevera no aproveitamento das possibilidades que recebeu da Providência Divina, atencioso para com as lições da verdade e aplicado às boas obras de que se sente encarregado pelos Poderes Superiores da Terra.

Caracterizando-se por semelhante atitude, o colaborador do Cristo, seja estadista ou varredor, está integrado com o dever que lhe cabe, na posição de agir e servir, tão naturalmente quanto comunga com o oxigênio no ato de respirar”. 4

Assim sendo meus irmãos, aceitemos e encaremos com tranquilidade e disposição a à luta que a Soberana Sabedoria do Universo nos conferiu nesta oportunidade reencarnatória, combatendo em nós mesmos os vícios morais, afastando de nossos corações a inveja, o ciúme e a mágoa etc., porque tudo o que nos encanta os olhos e alimenta os corações, tudo o que nos angaria o apreço dos outros e nos consolida a própria dignidade vem de Deus que, através do tempo e das experiências, nos pedirá contas em momento oportuno.

Que Jesus nos guie e guarde em sua paz hoje e sempre!

Francisco Rebouças

Bibliografia:
1- Paulo, 1- Coríntios 12:4.
2- Xavier, Francisco Cândido – F.E.B . Livro: Pão Nosso, 1ª edição especial, cap. I.
3- Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. V, item 23.
4- Xavier, Francisco Cândido – F.E.B . Livro: Fonte Viva, 12ª edição, cap. 8.

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em
<http://www.goodfon.su/wallpaper/priroda-gory-leto-svet-solnca.html>.
Acesso em: 17FEV2016.

Francisco Rebouças
Francisco Rebouças

Pós-Graduado em Administração de Recursos Humanos, Professor, Escritor, Articulista de diversos veículos de divulgação espírita no Brasil, Expositor Espírita, criador do programa: "O Espiritismo Ensina".

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