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Vamos falar sobre o suicídio?

janeiro 15, 2016

abel-sidneyHá poucos anos, o cinema nacional lançou “Nosso Lar”, filme que adaptou o romance de André Luiz, psicografado pelo médium Chico Xavier.

Uma das cenas que ainda hoje desperta reflexões é a da confirmação de que o médico carioca, recolhido no Umbral e levado à colônia espiritual, é realmente responsável pelo próprio desencarne, ocorrido de modo precoce. Tratava-se de um suicídio inconsciente causado por abusos e excessos de toda sorte.

O sinal de alerta certamente se instalou em milhões de pessoas que passaram a se cuidar mais, para evitarem ir a óbito. Usamos a expressão “ir a óbito”, pouco comum, para chamar mesmo a atenção já que seu uso é restrito a alguns profissionais – médicos e repórteres policiais. Proveniente do latim, do verbo “obire”, óbito significava literalmente “ir na frente”. Ninguém em condições normais deseja “partir” antes do tempo programado, que não se sabe ao certo qual é, mas que se deseja que seja para daqui a muito tempo.

É saudável desejar viver mais, viver bem… Mas é necessário falar sobre a morte, justamente para evitarmos uma de suas causas: o suicídio. Evitarmos em nós e nos outros. Sim, a verdade é que todos nós, por vezes, podemos sentir vontade de morrer.

Sentir vontade de desistir, de romper com tudo, dormir para sempre, sumir, morrer, não significa, no entanto, que desejamos nos matar. Quem vive a doença da depressão, por exemplo, busca fugir das terríveis sensações experimentadas, como vazio, apatia, tristeza – mas não deseja se matar, embora a depressão esteja associada à grande parte dos casos de suicídio. O que falta é distinguir em nós e nos outros o limite entre o desconforto passageiro, a vontade irrefletida de colocar um fim em determinada situação incômoda e o impulso que ganhará força e se tornará irreversível.

Para fins de prevenção todo sinal de alerta merece cuidado! Há indicadores muito bem visíveis, entre os quais os abusos do álcool e das drogas ilícitas, que favorecem a prática do suicídio. É fato que pessoas com histórico de abuso de drogas têm 50 vezes mais probabilidade de tentar o suicídio do que os que nunca usaram.

O médico paraguaio Manuel Zavala, com ampla experiência na prevenção do suicídio, apresenta três sinais de alarme emitidos pelas pessoas que desejam intentar contra a própria vida:

– Manifestação verbal
A pessoa diz: “para que eu nasci?” ou “não quero mais continuar vivendo” etc.

– Mudança de conduta
Mudanças repentinas, como ter uma vida social normal e, de repente, se isolar ou começar a se vestir de forma desleixada.

– Crise
Ocorre uma grande frustração ou desilusão e a pessoa não encontra apoio na família.

O que podemos fazer para (nos) auxiliar? Se pensamentos suicidas nos visitam, oremos! Conversemos com alguém sobre isso. Nunca guardemos isso, como se fosse um segredo! Se a situação é com outra pessoa, busquemos ajudá-la. Há casos simples, em que o calor da boa amizade é capaz de reverter o quadro. Mas há situações mais complexas, quando se fará necessário o auxílio de pessoas mais experientes e até mesmo de profissionais da saúde.

Realmente não é fácil saber como agir, por isso é preciso que todos estejam bem alerta para ajudar as pessoas e evitar que elas tomem a decisão de interromper a própria vida.

Oremos, vigiemos e estejamos prontos para nos fazermos instrumentos do Bem, sempre que possível. Cuidemos de nós mesmos e de todos à nossa volta!

Abel Sidney

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em <http://zerobiome.com/an-orange-peel/>.
Acesso em: 15JAN2016.

Abel Sidney
Abel Sidney

Formado em Ciências Sociais e Administração de Empresas, por longos anos trabalhou como professor. Desenvolveu, em paralelo, um programa de incentivo à leitura e escrita e, em razão disso, tornou-se também editor. Participa do movimento espírita em Porto Velho - RO.

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