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Fatalidade

janeiro 8, 2016

sylvinha-goncalves-foto2015“O homem é assim o árbitro constante de sua própria sorte. Ele pode aliviar o seu suplício ou prolongá-lo indefinidamente. Sua felicidade ou sua desgraça dependem da sua vontade de fazer o bem.”

Allan Kardec

 

A palavra “karma” é utilizada pelos adeptos do Budismo e do Hinduísmo, por exemplo, e, equivocadamente, por alguns Espíritas. Por que o termo não é condizente com a Doutrina Espírita?

Conforme O Livro dos Espíritos, não há fatalidade um destino absoluto, como creem as correntes espiritualistas supracitadas. Ninguém reencarna com uma sina, uma má ou boa estrela. As únicas certezas são da encarnação e da desencarnação¹.

Em nossa programação reencarnatória, quando nos é permitida a escolha, acertamos com a Espiritualidade Maior, o tipo de prova ou expiação, a família que nos receberá e nossa condição física. Fora isto, nada mais é determinado, inflexível, pois tudo correrá por conta do nosso LIVRE ARBÍTRIO e, dependendo da nossa vibração mental e atitudes, receberemos a assistência dos Espíritos que se afinam conosco – estes, não poderão resolver as situações que nos competem, mas, quando no bom caminho, ajudarão a suavizar a nossa caminhada.

Vejamos as seguintes questões à Luz da Doutrina:

851 – Há uma fatalidade nos acontecimentos da vida, segundo o sentido ligado a essa palavra, quer dizer, todos os acontecimentos são predeterminados? Nesse caso, em que se torna o livre arbítrio?

– A fatalidade não existe senão pela escolha que fez o Espírito, em se encarnando, de suportar tal ou qual prova. Escolhendo, ele faz uma espécie de destino que é a consequência mesma da posição em que se encontra. Falo das provas físicas, porque para o que é prova moral e tentações, o Espírito, conservando seu livre-arbítrio sobre o bem e sobre o mal, é sempre senhor de ceder ou de resistir. Um bom Espírito vendo-o fraquejar pode vir em sua ajuda, mas não pode influir sobre ele de maneira a dominar sua vontade (…)

Sendo assim, as consequências sempre serão decorrentes do nosso livre arbítrio, das Leis de ação e reação, de causa e efeito:

861 – (…) De resto, confundis sempre duas coisas bem distintas: os acontecimentos materiais da vida e os atos da vida moral. Se, algumas vezes, há fatalidade, é nos acontecimentos materiais cuja causa está fora de vós, e que são independentes da vossa vontade. Quanto aos atos da vida moral, eles emanam sempre do próprio homem, que tem sempre, por conseguinte, a liberdade de escolha; para esses atos, pois jamais há fatalidade.

Estejamos sempre em consonância com os ensinamentos do Mestre Jesus, nosso Modelo e Guia e com as instruções dos Espíritos Superiores, pois quanto mais lapidarmos o nosso Espírito e praticarmos o bem, mais seremos assessorados pela Espiritualidade Amiga.
Muita Paz e Luz a todos!

Sylvinha Gonçalves

Referências Bibliográficas:
O Livro dos Espíritos. Allan Kardec. Livro III. Capítulo X. Questão 859.

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em
<http://www.goodfon.su/wallpaper/avariya-zatonul-korabl.html>.
Acesso em: 08JAN2016.

Sylvinha Gonçalves
Sylvinha Gonçalves

Bacharel em Antropologia pela PUC-Goiás, Professora de Educação Especial e Inclusiva e Psicopedagoga pelo Centro Universitário de Rio Preto (UNIRP). Escritora, estudiosa e pesquisadora Espírita. Trabalhadora do GEAL - Grupo Espírita André Luiz de São José do Rio Preto - SP.

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