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A Necessidade de Jesus nos Corações

dezembro 19, 2015

marcus-de-marioEste texto tem por objetivo fazer uma análise do serviço de evangelização infanto-juvenil desenvolvido pelos Centros Espíritas, destacando alguns aspectos dessa importante tarefa junto às novas gerações, com o intuito de formar homens e mulheres de bem, visando à regeneração da humanidade. Nesse sentido, nossa análise colocará em relevo a figura excelsa de Jesus, pois sem ele não temos o Cristianismo, como consequência não temos o Espiritismo e, portanto, não poderíamos falar em evangelização.

Olhando para a humanidade atual, não há como deixar de concluir que, em sua maioria, homens e mulheres ainda não compreenderam a mensagem da Boa Nova, vivendo distanciados dela. Daí a necessidade, urgente, de colocarmos Jesus em nossos corações, caso realmente queiramos a paz e a felicidade de que tanto se fala, pois o caminho para a conquista do reino dos céus, figura alegórica simbolizando o estado de perfeição a que o Espírito é destinado, repetimos, o caminho para essa conquista é a apreensão e a vivência dos ensinos morais de Jesus.

A evangelização como prioridade do Centro Espírita

A tarefa da evangelização espírita infantil e juvenil deve ser prioridade no Centro Espírita, envidando os dirigentes todos os esforços para que esse trabalho ocupe o maior tempo e espaço possível da instituição e, portanto, dos seus trabalhadores. Não é mais concebível que a evangelização esteja atrelada a uma reunião pública noturna, com o reduzido tempo de quarenta a cinquenta minutos por semana. Isso não é evangelizar. Quando muito é tomar conta de crianças com a realização de algumas atividades do tipo narração de história, pintura e alguma atividade educacional, como uma brincadeira ou jogo. E muitas vezes, por falta de espaços adequados, as crianças são reunidas em uma ou duas salas, sem as condições necessárias para o bom trabalho educacional. É preciso lembrar que a evangelização é uma tarefa pedagógica que requer planejamento, organização, recursos, metodologia para alcançar resultados. Como ter tudo isso em condições tão desfavoráveis?

A evangelização que ocorre nos fins de semana também muitas vezes padece de uma visão mais ampla, pois nem sempre o tempo destinado, seja no sábado ou no domingo, ultrapassa uma hora, ou quando muito, hora e meia, com o agravante de não se fazerem esforços para que o Centro Espírita esteja dotado de salas específicas para tarefa tão sublime. O que é uma hora semanal para formar cidadãos éticos, verdadeiros homens de bem? Para trabalhar a autonomia e o “amai-vos uns aos outros”? Para fazer com que crianças e jovens entendam e coloquem em prática o “fazer ao outro somente o queiram que o outro lhes façam”? São dois ensinos basilares de Jesus, resumo de toda a lei divina.

Os Centros Espíritas, assim permanecendo, são responsáveis pela morosidade da transformação moral da humanidade, da regeneração de nosso planeta. De muitos dirigentes ouvimos o discurso a favor da evangelização e de sua importância, mas na prática poucos fazem, continuando os serviços mediúnicos e assistenciais tomando conta do tempo e dos espaços da instituição. Não que esses serviços não sejam importantes e não devam existir, de maneira alguma, mas está havendo um desequilíbrio, e o que é essencial está em segundo plano. Quantos Centros Espíritas não estão ocupadíssimos com os chamados tratamentos espirituais, mais parecendo hospitais terrenos do que escolas do espírito?

Comprometimento do evangelizador

Outra questão de relevância é o compromisso que o evangelizador assume com Jesus, pois evangelizar é trabalhar a Boa Nova, as lições do Evangelho junto aos corações, e isso só pode ser feito se o evangelizador tiver mais do que a boa vontade, mas o comprometimento, enquanto educador, com o Evangelho redivivo pelo Espiritismo, portanto, estudando e aplicando a si mesmo as lições redentoras do Espírito mais perfeito que a humanidade já conheceu.

Evangelizador que reclama porque tem de levantar cedo no sábado ou no domingo; que fala mal desta ou daquela criança considerada difícil; que não planeja a aula com antecedência; que não compartilha sua curiosidade e suas descobertas; que não respeita os alunos e não leva em consideração o que são e sabem; que alega não ter tempo para reuniões de estudo e avaliação; esse evangelizador não merece o título de discípulo do Mestre.

Compromisso e comprometimento andam de mãos dadas. Evangelizador que não sente Jesus em seu coração, que não vibra com alegria diante dos ensinos espíritas, é qual um terreno deserto, estéril, do qual nada pode frutificar e, portanto, não deveria exercer essa tarefa sagrada de formar os filhos de Deus, que atravessam a infância terrena na esperança de serem bem orientados, de receberem exemplos dignos, de serem amados para aprenderem a amar.

O evangelizador deve ter prontidão para ensinar e aprender. Deve querer amar e ser amado. Deve levar no coração a esperança, e nos lábios o sorriso da alegria. Mas isso não se faz. Não se adquire a não ser com muitos esforços, com o querer sempre ligado, acionando a força de vontade para estudar e vivenciar, para ter autodomínio, alavancar o autoconhecimento e realizar constantemente a autoeducação.

A dinâmica evangelizadora

Ofertamos aos Centros Espíritas e aos evangelizadores, o Projeto Educação do Espírito, onde os educandos, sem distinção de idade, escolaridade ou segmento de ensino, formarão grupos de trabalho, ocupando cada grupo uma sala, o Espaço de Aprendizagem Coletiva. Teremos o Espaço de Aprendizagem Coletiva Alegria, o Espaço de Aprendizagem Coletiva Amor, e quantos necessários, formando turmas de no máximo 15 educandos, onde as atividades serão comuns, com os educandos se apoiando nas pesquisas, estudos, descobertas, tendo os educadores o papel essencial de orientadores do processo. Os Espaços de Aprendizagem Coletiva serão salas de trabalho, e, portanto, deverão ser equipadas com todos os recursos necessários (livros, jogos educativos, mesas, cadeiras, materiais didáticos diversos, etc.).

Em todas as salas haverá música ambiente, durante todo o tempo, acompanhando as atividades. É recomendável o uso de música clássica, new age, popular orquestrada, mesmo que os educandos as desconheçam, pois educar é formar hábitos, e a música favorece a concentração e a disciplina, além de limitar e controlar o tom de voz nas conversações.

Recomendamos que as crianças de 2 a 3 anos formem um Espaço de Aprendizagem Coletiva (Sala de Trabalho) único, assim como as crianças de 4 a 6 anos, pois são períodos de desenvolvimento que exigem esforço educativo específico. Para essas salas de trabalho a orientação é que desenvolvam temas e atividades através de Projetos. As crianças na faixa etária de 7 a 14 anos serão livres para escolher o Espaço de Aprendizagem Coletiva onde irão trabalhar, de acordo com o interesse pelas leis morais disponibilizadas, o mesmo ocorrendo com os jovens na faixa etária de 15 a 21 anos.

Cada Espaço de Aprendizagem Coletiva trabalhará uma Lei Moral, conforme apresentadas na terceira parte de O Livro dos Espíritos, ou um tema gerador extraído de O Evangelho Segundo o Espiritismo, pois se trata de priorizar Jesus nos corações. Exemplo: Sala Alegria – Lei do Trabalho; Sala Amor – Lei de Solidariedade; Sala Humildade – Lei de Reprodução e assim por diante. Compete ao educador desdobrar a lei moral em subtemas e orientar os educandos ao conhecimento e aplicação dele na vida.

O Projeto Educação do Espírito se caracteriza por atividades dinâmicas e ampla participação dos educandos, promovendo um ambiente saudável, alegre e prazeroso de ensino e aprendizagem, e podem ser visto impresso e copiado, gratuitamente, em www.orientacaoespirita.org.

Marcus de Mario

Nota do editor:
Imagem em destaque disponível em <http://www.dij.febnet.org.br/>. Acesso em: 19DEZ2015.

Marcus de Mario
Marcus de Mario

Escritor, Educador, Consultor e Expositor. Diretor Cultural da Fundação Cristã-Espírita Cultural Paulo de Tarso (Rádio Rio de Janeiro). Diretor do Grupo Espírita Seara de Luz (Rio de Janeiro, RJ). Editor do site Orientação Espírita. Diretor Geral do Instituto Brasileiro de Educação Moral (IBEM).

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