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Dia a Dia

dezembro 12, 2015

Nas curtas viagens do dia-a-dia, todos nós encontramos o próximo, para cuja dificuldade somos próximo mais próximo.

Imaginemo-nos,  assim,  numa  excursão  de  cem  passos  que  nos  transporte  do  lar  à  rua.  Não longe, passa um homem que não conseguimos, de imediato, reconhecer.

“Quem será?” – perguntamos em pensamento.

E a Lei do Amor no-lo aponta como alguém que precisa de algo:

se vive em penúria, espera socorro;

se abastado, solicita assistência moral, de maneira a empregar, com justiça, as sobras de que dispõe;

se aflito, pede consolo;

se alegre, reclama apreço fraterno, para manter-se ajustado à ponderação;

se é companheiro, aguarda concurso amigo;

sé é adversário, exige respeito;

se benfeitor requer cooperação;

se malfeitor demanda piedade;

se doente, requisita remédio;

se é dono de razoável saúde, precisa de apoio a fim de que a preserve;

se ignorante, roga amparo educativo;

se  culto,  reivindica  estímulo  ao  trabalho,  para  desentranhar,  a  benefício  dos  semelhantes,  os tesouros que acumula na inteligência;

se é bom, não prescinde de auxílio para fazer-se melhor;

se é menos bom, espera compaixão, que o integre na dignidade da vida.

Ante  o  ensino de Jesus, pelo  samaritano da caridade, poderemos facilmente entender que os outros  necessitam  de  nós,  tanto  quanto  necessitamos  dos  outros.  E,  para  atender  às  nossas obrigações, no socorro mútuo, comecemos, à frente de qualquer um, pelo exercício espontâneo da compreensão e da simpatia.

Emmanuel

Francisco Rebouças
Francisco Rebouças

Pós-Graduado em Administração de Recursos Humanos, Professor, Escritor, Articulista de diversos veículos de divulgação espírita no Brasil, Expositor Espírita, criador do programa: "O Espiritismo Ensina".

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