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A Literatura Espírita e a Defesa da Vida

dezembro 12, 2015

marcus-de-marioDesde o lançamento de O Livro dos Espíritos, em 1857, dando início ao Espiritismo, um marco histórico e profundo para a caminhada progressiva da humanidade, rumo à perfeição, temos assistido um crescimento vertiginoso da literatura Espírita, contando-se hoje, em língua portuguesa, milhares de obras disponíveis, sejam mediúnicas ou não, o que demonstra a grandeza da Doutrina Espírita, que toca em todos os ramos do conhecimento humano, como destaca Allan Kardec, abrindo para o homem as informações sobre a imortalidade da alma, a presença universal de Deus, a comunicabilidade entre o mundo espiritual e o mundo físico, e a lei de evolução através da reencarnação.

Um destaque a fazer na literatura Espírita, e muito importante, é sua dedicação em defender o direito à vida, isso desde as obras da codificação Espírita, ou seja, as obras de Allan Kardec, pois o Espiritismo proclama ser a vida pertencente a Deus, único que dela pode dispor, e que a reencarnação é uma bênção, dádiva divina aos seus filhos, sendo, portanto, um crime atentarmos contra o direito que cada ser possui de viver. Nesse sentido, e em boa hora, o movimento Espírita brasileiro lançou de algum tempo a Campanha Em Defesa da Vida, com o objetivo de esclarecer as mentes e corações sobre nossas graves responsabilidades perante a lei divina quanto às questões do aborto, da eutanásia, da pena de morte, do suicídio e da preservação do meio ambiente.

Não apenas artigos, cartazes, folders e livretos têm sido produzidos e distribuídos, há também intensa utilização das mídias de comunicação de massa, quais sejam o rádio, a televisão e a internet, assim como vários autores têm dedicado seu esforço literário para lançar livros esclarecedores sobre essas temáticas, num apelo à razão e ao sentimento, para que a humanidade tenha um salto de qualidade no entendimento sobre a vida no prisma da imortalidade da alma e da continuidade do existir após a morte.

Os benfeitores espirituais há muito nos conclamam para o entendimento profundo do existir, lembrando-nos que estar vivo é preciosa oportunidade de realizar aprendizados, crescer espiritualmente, reparar erros cometidos em vidas passadas, acelerar nosso processo de moralização, enfim, aprendermos a nos amar. Informam que a reencarnação é instrumento pedagógico divino objetivando nos proporcionar oportunidades e tempo para o encontro conosco mesmo, com o próximo e com Deus, assim permitindo que consigamos dar mais alguns passos à frente na senda da evolução.

Sim, é muito bom estar vivo, e disso temos que ser muito gratos a Deus e àqueles que nos receberam pelos sagrados laços da união conjugal, não fechando a porta do renascimento, pelo contrário, recebendo-nos no seio familiar com carinho e ternura. E mesmo que esse não seja nosso quadro existencial, quando temos sobre nossos ombros dificuldades e provações de toda ordem, o Espiritismo nos faz reconhecer que o acaso não existe e nada do que nos acontece é injusto, pois a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.

Ora, se viver é uma bênção, e a vida pertence a Deus, quem somos nós para decidir sobre a nossa própria vida e a vida do outro?

Aborto, eutanásia, suicídio e pena de morte são verdadeiros crimes, pois interrompem a vida e caracterizam nosso pouco progresso espiritual, deixando que interesses do egoísmo, do orgulho e da vaidade se sobreponham ao interesse divino. São atos dos quais temos de responder perante a lei divina, tendo que assumir todas as consequências, tanto individualmente quanto coletivamente. O mesmo sucede com a questão da preservação do meio ambiente, pois a casa planetária é um empréstimo divino do qual temos de dar contas do seu uso.

Lembremos que a vida continua depois da morte, e que a reencarnação fará com que estejamos de volta ao cenário terrestre, queiramos ou não. Nossa consciência apontará o que fizemos com a vida e determinará as expiações e provas pelas quais teremos de passar para reparação dos males cometidos. Então, diante disso, por que aguardar sofrimentos futuros, se hoje, com a esclarecedora Doutrina Espírita, podemos eleger o viver em plenitude, para nós e para os outros?

Deixamos ao leitor o convite para ler, estudar e meditar a literatura Espírita em defesa da vida, para que, em todas as circunstâncias, coloquemos o amor a benefício nosso e dos outros, confiando na solicitude e na misericórdia divina, que nunca nos desampara. E, se houver alguma dúvida sobre o que fazer, recordemos Jesus, o Mestre dos mestres, e perguntemos: o que Ele faria no meu lugar? Certamente, em compreendendo os desígnios divinos, sempre justos, Ele teria resignação, fé e coragem para sempre viver e permitir que a vida nos abençoe com novas e abençoadas oportunidades de aprender e servir no amor.

Marcus de Mario

Nota do editor:
Imagem ilustrativa e em destaque disponível em
<http://www.webmastergrade.com/top-15-cute-babies-wallpaper/>. Acesso em: 12DEZ2015.

Marcus de Mario
Marcus de Mario

Escritor, Educador, Consultor e Expositor. Diretor Cultural da Fundação Cristã-Espírita Cultural Paulo de Tarso (Rádio Rio de Janeiro). Diretor do Grupo Espírita Seara de Luz (Rio de Janeiro, RJ). Editor do site Orientação Espírita. Diretor Geral do Instituto Brasileiro de Educação Moral (IBEM).

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