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Eu era feliz e não sabia.

novembro 28, 2015

wellington-balboQuantas vezes você falou ou escutou a frase acima? Com certeza será impossível contar tamanha a quantidade.

Perceba que na frase “Era feliz e não sabia” só se constata a felicidade posteriormente. Bem provável que na época em questão as reclamações eram constantes e a frase também fora proferida a evocar um tempo pretérito.

O que demonstra estarmos no presente vivendo o passado.

Interessante é que, também, muitas vezes estamos no presente vivendo o futuro. Preocupação com o compromisso seguinte, olhos voltados ao celular, pressa em sair logo da conversa porque se tem tanto a fazer.

Quem perde? O presente, este fica esquecido, é um tempo não vivido, não celebrado.

Jesus, em sua sabedoria, ensina: “Não vos preocupeis, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã preocupará consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal.”

Viver o presente, eis o que orienta o maior filósofo de todos os tempos.

Aliás, vale destaque de como são modernos os ensinos de Jesus. Este então, perfeitamente aplicável em nosso tempo.

O que fica de indagação é:

Por que temos dificuldades em viver o presente?

Por que buscamos constantemente o passado ou, apressados, o futuro?

Sinceramente não possuo uma resposta cheia, definitiva e que possa cravar. Mas tenho um ponto para instigar nossa reflexão:

Talvez estejamos fugindo de nós mesmos, de encarar a realidade em que estamos inseridos, de modificar o que deve ser modificado. Porque viver num tempo em que não é nosso é o mesmo que fugir da realidade.

E o passado não é nosso tempo, tampouco o futuro.

Encarar o mundo atual realmente não é tarefa fácil, porém por mais dores e máscaras que faça cair é fundamental.

Para crescer necessito viver o presente, e para viver o presente sem me enganar com o passado ou futuro eu tenho de realizar o processo de autoconhecimento.

Como afirma Santo Agostinho em O livro dos Espíritos corroborando com a máxima socrática:

Conhece-te a ti mesmo!

O homem moderno conhece de tudo, realiza viagens espaciais, vasculha e pesquisa criteriosamente o universo microscópico, desvenda mistérios contidos por milênios na mãe natureza, entretanto, carece de conhecer-se.

Busca desvendar o universo externo quando também poderia desbravar seu mundo íntimo, seu coração, seus anseios mais secretos, suas virtudes e pontos a melhorar.

A viagem para dentro de si mesmo é complexa e requer muita coragem, pois pode-se conhecer partes escangalhadas e que requerem reparos. E reparar a si mesmo dá muito trabalho. Mas não tem jeito, é uma necessidade para viver o presente e, também, para o progresso. E como o progresso é uma lei, não há outro jeito.

Extirpar a frase: “Era feliz e não sabia” de nosso vocabulário é buscar viver o presente.

E uma das maneiras de viver o presente é apresentando-se a si mesmo:

 – Prazer, eu sou eu e quero me conhecer!

De tal modo que o futuro chegará e poderei dizer sem medo:

Era feliz e sabia, pois valorizei cada momento vivido!

Wellington Balbo

Nota do editor:
Imagem em destaque ilustrativa e disponível em
<http://www.goodfon.su/download/happy-family-cute-socks-fire/1280×720>.
Acesso em: 28NOV2015.

Wellington Balbo
Wellington Balbo

Professor universitário, Bacharel em Administração de Empresas e licenciado em Matemática, Escritor e Palestrante Espírita com seis livros publicados: Lições da História Humana; Reflexões sobre o mundo contemporâneo; Espiritismo atual e educador; Memórias do Holocausto (participação especial); Arena de Conflitos (em parceria com Orson Peter Carrara); Quem semeia ventos... (em parceria com Arlindo Rodrigues).

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