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O Papel Social e Educativo da Casa Espírita

maio 17, 2015

carlos-barrosA nossa Casa Espírita está ajustada com a realidade social da comunidade onde está inserida? Ela preocupa-se com as necessidades básicas essenciais de educação dos seus assistidos? Se não estiver, é preciso ajustá-la adequadamente para ajudar no enfrentamento inteligente à violência que grassa por este País a fora.

O surgimento da violência em todos os níveis e em todas as instâncias, seja de forma individual ou coletiva, mostra-se tal qual um homem que ainda não aprendeu o que significa respeito ao direito de si mesmo e do seu semelhante.

A violência, portanto, é uma tragédia milenar que fala das diferenças sociais e do desencontro do homem na relação com quem divide espaço com ele, nas grandes metrópoles e em seus bolsões de miséria e esquecimento social.

A responsabilidade da Casa Espírita, no sentido de minimizar o avanço da violência em sua comunidade, começa quando ela assume o compromisso de aprendizado, autoconhecimento e de amar sem medo de rejeição todos que dela se aproximam em busca de acolhimento moral e espiritual.

A instituição deve contar com trabalhadores qualificados que divulguem o Espiritismo amplamente, sugerindo aos novos adeptos da veneranda Doutrina e ao povo de sua comunidade que vivam os ensinamentos recebidos exemplarmente, estimulando a prática da paz entre os homens de boa vontade.

A Casa Espírita, quando faz uso da educação integral, consubstanciada nos ensinamentos morais de Jesus, torna-se cúmplice da transformação do homem perdido em si mesmo restituindo-lhe a ética, a dignidade, o respeito e o equilíbrio emocional para resolver pacientemente seus problemas pessoais.

Com o homem bem orientado, esclarecido e educado, experimentando uma nova vida, sem exclusão e sem culpas, a sociedade não precisará pagar altos impostos para contribuir com a construção de mais presídios de segurança máxima ou de cadeias públicas.

Investirá, sim, na construção de mais escolas públicas e profissionalizantes, dotadas de boa infraestrutura, com professores qualificados e com salários dignos. Essa é a medida mais sensata que os gestores públicos do País devem tomar para “reprimir” a violência urbana e rural.

Só assim a paz deixará de ser uma utopia para tornar-se um sonho possível em nosso mundo em providencial processo de regeneração moral.

Carlos Antônio de Barros

Nota do Editor:
Imagem em destaque disponível em <http://blog.frankdamazio.com/wp-content/uploads/2011/05/PaperPeople.jpg>. Acesso em 17MAI2015.

Carlos Antônio de Barros
Carlos Antônio de Barros

Carlos Antônio de Barros é jornalista, redator, diagramador e editor, com 65 anos de idade, sendo 30 anos dedicados ao movimento espírita da Paraíba, atuando em diversos órgãos de divulgação da Doutrina Espírita. Trabalha no Centro de Estudos Espíritas e Evangelho no Lar – Irmãos Hansenianos em João Pessoa.

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