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A gentileza

maio 13, 2015

francisco_rebouçasA gentileza é o nobre sentimento que, bem cultivado, imanta as almas umas às outras, gerando alegria, bem-estar e respeito mútuo. É a bendita expressão do amor ao semelhante que precisa trocar as experiências proporcionadas pelas forças da emoção sob os estímulos do entendimento e do apreço fraternal entre as criaturas.

Hoje em dia, sentimos muita falta da gentileza nos relacionamentos do dia a dia, porque o egoísmo desenfreado da sociedade moderna afastam as pessoas e isolam-nas, por temer justamente o contato com o semelhante, que pré-julgamos ser pernicioso, enquanto que se agíssemos de forma contrária poderíamos perceber que o outro carrega as mesmas dificuldades e temores que nos atormentam.

O medo coloca-nos em guarda e, por qualquer coisa, agredimos ou infelicitamos os semelhantes, sem darmo-nos conta de que uma atitude de gentileza une e alegra os indivíduos, apaziguando os ânimos, equilibrando as relações, enquanto que a desconfiança desarmoniza e desequilibra as mentes, endurecendo os corações.

“A desconfiança grassa entre os homens com ou sem motivo que a justifique. Gera desconforto e mal-estar, armando indivíduos uns contra os outros, dando margem a suspeitas infundadas e a ódios que se instalam, prejudiciais”. ¹

Em nossa vida diária, a gentileza representa algo de fundamental, e é tão fácil de ser cultivada, bastando para tanto que pequeninas atitudes em gestos de simpatia e entendimento sejam exercidas, com as quais se firmam as raízes do afeto seguro, e conquista os corações que, assim como o nosso, também estão ávidos por esses sentimentos.

As nossas atitudes de gentileza se fortalecem e não se esgotam ante os choques naturais dos relacionamentos, perdurando mesmo quando não encontram eco em muitos indivíduos que ainda não se aperceberam de seu benefício. Se plantássemos mais sementes de gentileza em nossas relações de convivência nos variados setores de nossa vida, o mundo estaria em patamares muito mais elevados de entendimento e respeito entre as criaturas.

A gentileza é doce, meiga, pacífica, discreta, benéfica e não se coaduna com o desamor e com o desrespeito, trazendo inúmeros benefícios ao seu portador, que frui desde já das delícias do equilíbrio e da companhia dos Bons Espíritos que o orienta e o inspira no caminho da ascensão espiritual.

A gentileza não é difícil de ser de ser praticada e constitui mesmo um dever de todo o bom cristão que aspira ver a Terra pacificada e, o primeiro a ser beneficiado é justamente aquele que a exerce. Quando o portador dessa virtude bendita surge, existe a imediata possibilidade de entendimento e compreensão entre os indivíduos, por ser ele verdadeiro representante das leis de Deus entre os homens.

A gentileza foi, primeiramente, utilizada por Jesus em todas as relações que teve com seu semelhante, quer entre os discípulos, quer em meio à multidão, o Mestre brindou a todos com a gentileza do amor e do respeito, mostrando que ela é uma das inúmeras faces do amor, essência pura contida nas atitudes dos espíritos Superiores, passo inicial para quem desejar a conquista da felicidade e da pureza espiritual que é o destino do ser Imortal que somos.

Francisco Rebouças

Bibliografia:
Franco, Divaldo Pereira, Episódios Diários, Livraria Espírita Alvorada 1ª edição – pelo espírito Joanna de Ângelis.

Nota do Editor:
Imagem disponível em <http://radioboanova.com.br/wp-content/uploads/2014/07/gentileza.jpg>. Acesso em 13MAI2015.

Francisco Rebouças
Francisco Rebouças

Pós-Graduado em Administração de Recursos Humanos, Professor, Escritor, Articulista de diversos veículos de divulgação espírita no Brasil, Expositor Espírita, criador do programa: "O Espiritismo Ensina".

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