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Comportamento Cristão

março 18, 2015

francisco_rebouçasEsforços pessoais no bem indicam consciência do próprio papel.

Todos os que se decidiram por estudar o comportamento Humano encontraram diversas situações nas quais os costumes e procedimentos tão comuns de uma nação são contrários à ética e a moral de outras tantas, não sendo o comportamento humano uniforme em todas as partes do mundo, muitas das vezes nem no mesmo país. Não se pode duvidar dos avanços científicos em todo o mundo, particularmente na área da informática, facilitando em muito os contatos entre cidadãos de comunidades distantes, de um polo a outro do universo, notadamente através dos meios de comunicação, em especial pelas facilidades surgidas com o advento da Internet.

Nem por isso o nível de moralidade e entendimento entre os povos acompanhou o progresso da tecnologia, e por isso mesmo, estamos sempre às voltas com os problemas causados à sociedade pelos hackers, que se dispõem a utilizar os recursos da informática para causar prejuízos a terceiros, através da invenção de avançados métodos de destruição das memórias dos computadores com a invasão dos incontáveis vírus produzidos por inteligências privilegiadas que por não se adequarem aos princípios da moral e da ética, produzem dissabores e prejuízos incontáveis a tantas criaturas em todo o mundo.

Isso sem falar de tantos outros, que a utilizam com finalidades escusas, como a exploração do sexo infantil; para descobrirem as senhas dos clientes das instituições bancárias e lhes roubarem avultadas somas monetárias; para espalharem notícias infundadas com o objetivo único de causar desequilíbrio à sociedade; no bombardeio religioso, onde procuram perturbar aqueles que não lhes comungam as filosofias religiosas que defende etc., para não ter que listar mais de mil outras maneiras de utilizar-se de forma indevida e propositadamente maldosa, da facilidade oferecida pela moderna tecnologia.

Observamos em todos esses tipos de criaturas, pessoas absolutamente carentes das riquezas do espírito, embora muitos deles sejam bem aquinhoados em termos materiais, com os quais se utilizam exatamente para causar danos a terceiros, empregando soma respeitável de recursos financeiros e desperdiçando seu tempo disponível, na elaboração de dissabores e destruição no desprezo com que tratam seu próximo, pelo qual se acha sem obrigações de desenvolver uma boa convivência e nem mesmo de respeitá-lo.

E o Espiritismo?

É, aí, que entra o ensino da Doutrina Espírita, para nos esclarecer que o indivíduo se promove verdadeiramente na comunidade onde vive, justamente por respeitar as Leis, as regras do bom procedimento, o cuidado em não causar prejuízos aos seus semelhantes, atitudes estas que o levam ao estado feliz da alma propiciando-lhe prazer e bem-estar, irradiando de si as vibrações de harmonia e paz com que envolve a todos em sua volta.

Sugere-nos o Evangelho de Jesus, que busquemos ser gentis com todos, não só com a preocupação de fazer amigos, mas, em fazê-los felizes; ensina-nos a usar de bondade indistintamente não com o desejo de influenciar as pessoas, mas, para tranquiliza-las; ter sempre um sorriso nos lábios, não para parecer simpático, mas, sim por trazer o sol na alma; pede-nos evitar a crítica ácida em todas as circunstâncias, não porque isso possa gerar simpatia, mas, por reconhecer que não temos o direito de julgar ninguém, pois da mesma forma não estamos livres de equívocos; ensina-nos a espalhar otimismo em volta de nossos passos, não para impressionar os outros, mas, por carregar no íntimo a alegria de viver.

Ensinamento claro.

Esclarece-nos ainda inúmeras outras atitudes para nosso procedimento diário, como: evitar revidar o mal que nos fazem, desculpar os nossos infratores, utilizarmo-nos de sinceridade em qualquer oportunidade que se nos apresente, ser discreto em nossos atos, gestos e discursos,  procurar ser o mesmo em qualquer ocasião. Diante de tantos ensinamentos chegaremos então facilmente à conclusão de que todos aqueles que ainda procuram na desgraça de seu semelhante à satisfação de seus desejos inferiores, são na verdade irmãos que carecem não de nosso repúdio e indiferença, muito menos de nosso ódio ou vingança de qual jaez, e sim, criaturas necessitadas de nosso apoio e das nossas sinceras preces, no pedido a Jesus para que os ajudem a abandonar a escura estrada por onde trilham, e que lhes estenda as mãos da mesma forma que outrora nos estendeu elevando esses nossos irmãos em humanidade; e, se possível for, nos utilizar de alguma forma, para que também nós os socorramos, assim como somos diariamente socorridos pelos mensageiros do bem.

Encontramos no Livro dos Espíritos as explicações que nos deram os imortais da Vida Maior, para que melhor entendamos o estágio pelo qual passam esses nossos irmãos, e nos decidamos por oferecer-lhes ajuda, a começar por nossas sinceras preces que muito os ajudarão a encontrar a alegria e a honra de se tornarem bons.

361.  Qual a origem das qualidades morais, boas ou más, do homem?
R. São as do Espírito nele encarnado. Quanto mais puro é esse Espírito, tanto mais propenso ao bem é o homem.

365.  Por que é que alguns homens muito inteligentes, o que indica acharem-se encarnados neles Espíritos superiores, são ao mesmo tempo profundamente viciosos?
R. É que não são ainda bastante puros os Espíritos encarnados nesses homens, que, então, e por isso, cedem à influência de outros Espíritos mais imperfeitos. O Espírito progride em insensível marcha ascendente, mas o progresso não se efetua simultaneamente em todos os sentidos. Durante um período da sua existência, ele se adianta em ciência; durante outro, em moralidade.

469. Por que meio podemos neutralizar a influência dos maus Espíritos?
R. Praticando o bem e pondo em Deus toda a vossa confiança, repelireis a influência dos Espíritos inferiores e aniquilareis o império que desejem ter sobre vós. Guardai-vos de atender às sugestões dos Espíritos que vos suscitam maus pensamentos, que sopram a discórdia entre vós outros e que vos insuflam as paixões más. Desconfiai especialmente dos que vos exaltam o orgulho, pois que esses vos assaltam pelo lado fraco. Essa a razão por que Jesus, na oração dominical, vos ensinou a dizer: “Senhor! não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.”.

470. Os Espíritos, que ao mal procuram induzir-nos e que põem assim em prova a nossa firmeza no bem, procedem desse modo cumprindo missão? E, se assim é, cabe-lhes alguma responsabilidade?
R. A nenhum Espírito é dada a missão de praticar o mal. Aquele que o faz fá-lo por conta própria, sujeitando-se, portanto, às consequências. Pode Deus permitir-lhe que assim proceda, para vos experimentar; nunca, porém, lhe determina tal procedimento. Compete-vos, pois, repeli-lo.

645. Quando o homem se acha, de certo modo, mergulhado na atmosfera do vício, o mal não se lhe torna um arrastamento quase irresistível?
R. Arrastamento, sim; irresistível, não; porquanto, mesmo dentro da atmosfera do vício, com grandes virtudes às vezes deparas. São Espíritos que tiveram a força de resistir e que, ao mesmo tempo, receberam a missão de exercer boa influência sobre os seus semelhantes.

Façamos pois, a nossa parte, e confiemos em Deus nosso Pai, que assim como já não aceitamos esses procedimentos como dignos de serem utilizados por quem se denomina Cristão, certamente em breve, com nossa ajuda no que nos for possível fazer, estaremos sendo testemunhas da transformação de muitas outras criaturas que no momento se deleitam com  atitudes tão infelizes.

Que o Mestre de Nazaré nos mantenha envolvidos em sua doce paz.

Francisco Rebouças

Referência:
Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, FEB. 76ª Edição.

Nota do Editor:
Imagem em destaque disponível em <https://deusbibliaepoesia.wordpress.com/2012/12/30/jesus-entre-os-doutores/>. Acesso em: 18MAR2015.

Francisco Rebouças
Francisco Rebouças

Pós-Graduado em Administração de Recursos Humanos, Professor, Escritor, Articulista de diversos veículos de divulgação espírita no Brasil, Expositor Espírita, criador do programa: "O Espiritismo Ensina".

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