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III Parte – Tentações

fevereiro 24, 2015

AntnioCarlosNavarro2Finalizando nossas reflexões sobre as tentações a que estamos sujeitos, será preciso analisarmos as seguintes questões de “O Livro dos Espíritos”:

467 – Pode o homem se libertar da influência dos Espíritos que procuram arrastá-lo ao mal?
– Sim, porque apenas se ligam àqueles que os solicitam por seus desejos ou os atraem pelos seus pensamentos.

468 – Os Espíritos cuja influência é repelida pela vontade do homem renunciam às suas tentativas?
– O que quereis que façam? Quando não há nada a fazer, desistem da tentativa; entretanto, aguardam o momento favorável, como o gato espreita o rato.

469 – Como se pode neutralizar a influência dos maus Espíritos?
– Fazendo o bem e colocando toda a confiança em Deus, repelis a influência dos Espíritos inferiores e anulais o domínio que querem ter sobre vós. Evitai escutar as sugestões dos Espíritos que vos inspiram maus pensamentos, sopram a discórdia e excitam todas as más paixões. Desconfiai, especialmente, daqueles que exaltam o vosso orgulho, porque vos conquistam pela fraqueza. Eis por que Jesus nos ensinou a dizer na oração dominical: “Senhor, não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal!”

Com estas informações, passamos a ter consciência de que as tentações tem por base os nossos próprios desejos e pensamentos, encontrando ressonância em nossa própria condição espiritual, sujeitando-nos às provas necessárias ao nosso desenvolvimento.

No evangelho do Senhor Jesus encontramos o ensinamento “Vigiai e Orai” (1).

Vigiar significa escolher os pensamentos que deverão permanecer em nossa mente, eliminando as vontades fundadas no egoísmo e no orgulho, e orar significa elevar nossa vibração evitando a sintonia com as mentes que desejam nos conduzir ao erro.

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo encontramos o ensinamento “Abnegação e Devotamento” (2).

Abnegação é abrir mão do que está em nossas possibilidades, desde que prejuízo espiritual maior não ocorra caso o façamos, e devotamento é a busca incessante pela conquista dos valores do espírito imortal que somos.

Por último, o Bem, praticado incessantemente, será sempre nossa defesa em qualquer circunstância de nossas vidas, pois que chamará a atenção dos bons espíritos, que se farão presentes em nossas vidas, protegendo-nos dos espíritos mal intencionados, não eliminando nossas necessidades de provas ou expiações, que serão amenizadas com o bem praticado, mas fortalecendo-nos para que façamos melhores escolhas diante das tentações que a vida nos apresenta.

Pensemos nisso.

Antonio Carlos Navarro

Referências:
(1) Mt 26:41
(2) O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. VI, Instruções dos Espíritos

Imagem em destaque:
Disponível em <http://gelsoncampi.blogspot.com.br/>. Acesso em: 24FEV2015.

Antônio Carlos Navarro
Antônio Carlos Navarro

Estudioso e palestrante espírita. Trabalhador do Centro Espírita Francisco Cândido Xavier em São José do Rio Preto - SP

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