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Viver é inventar a vida: uma visão revista e ampliada

dezembro 28, 2014

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“Caindo em si, ele disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome”! Lucas 15:17

Os paradigmas sempre existiram e sempre hão de existir. Buscando uma definição precisa recorremos ao Dicionário Aurélio que diz: – paradigma é modelo, padrão. Conjunto de crenças e conceitos, muitas vezes de natureza inconsciente, em que se baseiam as atitudes e os comportamentos de um grupo social.

Um dos mais antigos paradigmas que fora quebrado ao longo da história foi em relação ao mundo plano que vivíamos e que nós elegemos o centro do universo. Pobre, ledo e presunçoso engano.

Nicolau Copérnico, astrônomo e matemático polonês, foi um homem corajoso e audacioso de sua época, que não teve medo de perder sua cabeça e se expôs de tal maneira que modificou, com sua descoberta, toda a filosofia, religião, astronomia, matemática, literatura, enfim, toda a estrutura do pensamento universal ao declarar seus estudos sobre o heliocentrismo.

Não muito tempo se passou, outros paradigmas foram quebrados e não vivemos mais em um mundo sólido, como afirmavam os físicos modernos. Vivemos em um mundo composto por átomos, moléculas, elementos e compostos, partículas que se dividem e se transformam a todo o instante.

A solidez do nosso mundo desapareceu. Surge então na nossa mente, a necessidade de conceituar o homem moderno. Um ser esquisito, neurótico, consumista, ansioso, insatisfeito, inconcluído e, por vezes, feliz.

Não é de estranhar que nossa sociedade seja tão confusa, nossos conceitos, nossos valores mudam alternadamente e ora somos bons ora somos maus. Ora somos felizes, ora somos tristes. Somos todos tão pródigos.

Acredito que as mudanças sejam positivas, mas há de se achar um caminho para o homem moderno situar-se e retornar para a segurança da “Casa do Pai”.

As relações humanas tendem-se a estreitar para que a sociedade possa ser mais justa e solidária. O binômio sociedade e solidariedade deverão ser compatíveis.

Garimpar as riquezas do ser humano é buscar material sólido para nos ancorar em um mundo complexo e inconstante como o nosso. Isso é fundamental para a nossa existência enquanto coletividade.

Espero que esse Ser incrível, incansável e lutador que é o Ser humano deva surgir nas civilizações futuras.

O sofrimento e medo advindos de nossas buscas constantes não servirão como instrumentos para nossa evolução, ao contrário disso, deixar-nos-ão mais irritados, desesperançosos e até mesmo revoltados, pois quase sempre não aceitamos as dificuldades que muitas vezes passamos.

O que nós seres humanos estamos querendo desse mundo?

Quais as reais necessidades da nossa busca?

Quais as saídas viáveis que temos para conviver em tão avassaladora sociedade?

A neurose é crescente, o sofrimento é explícito, ai de nós pobres mortais que ainda não conseguimos agir sobre os mais profundos paradigmas do nosso ser!

A hora é chegada, é preciso encarar os fatos, as perturbações que envolvem o nosso ser e buscar o equilíbrio entre o consciente e o inconsciente.

Quebrar paradigmas, buscar soluções alternativas para viver melhor, creio seja a única saída do homem moderno.

Quando se chega aos 30 descobre-se porque a atividade física é importante e não apenas estética, aos 40 percebe-se a magnitude da vida, aos 50, apesar de tudo, a vida pode ser bela e daí por diante, seja o Deus quiser.

O homem moderno nunca esteve tão doente e não culpem mais Adão e Eva por nossas reais desgraças. Isso já não nos cabe mais.

Os sufixos ose, ite, ismo nunca tiveram tanto em voga.

Adoecemos muitas vezes por falta de “senso de vida saudável”. O excesso de trabalho, o mundo cruelmente competitivo, o consumismo insano e outras neuras fazem de nós os sofredores do momento.

A religiosidade precisa ser regatada, vivenciada e sentida. Reconhecer nossa fragilidade enquanto criaturas pode ser o indício desse retorno a “Casa Paterna”.

É necessário ensinar o homem moderno a desvendar-se, a conhecer-se, pois em toda a parte a crise é inquietante, o mal-estar ronda as mais variadas classes sociais e nos sentimos acuados diante de um mundo criado e conceituado por nós mesmos.

Para melhorar a condição de vida é preciso agir sobre a inteligência e consciência, pois somente nós poderemos traçar destinos gloriosos. Devemos ser seres viventes, jamais sobreviventes.

É imperioso que comecemos a trabalhar por nós, quebrando velhos paradigmas, reavaliando nossos conceitos, atribuindo valores positivos a nossa vida. Resta-nos apenas conquistar a nos mesmos, desvendar os segredos guardados n’alma para que o futuro nos reserve apenas satisfações. Talvez, seja momento de reconhecermos filhos de Deus e usufruir dessa herança divina de maneira consciente.

Faze o teu melhor hoje. Trabalha por ti, assim tua tarefa é fazer-te conscientemente feliz. Talvez ainda ouviremos: “Vamos fazer uma festa e comemorar. Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado”. E começaram a festejar.

Evangelho de Lucas 15:23.

Jane Maiolo

Jane Maiolo
Jane Maiolo

Professora de Ensino Fundamental, formada em Letras e pós-graduada em Psicopedagogia. Dirigente da USE Intermunicipal de Jales. Colaboradora da Sociedade Espírita Allan Kardec de Jales. Pesquisadora do Evangelho de Jesus. Colaboradora da Agenda Espírita Brasil. Apresentadora do Programa Sementes do Evangelho da Rede Amigo Espírita.

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