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O que nos cabe fazer agora?

julho 14, 2014

Nas últimas semanas presenciamos nos meios de comunicação imagens de brasileiros alegres, sorrindo, pintados de verde-amarelo, chorando, extasiados, perplexos e até sofrendo com os jogos da  Copa do Mundo  da FIFA. Tais semblantes percorreram o mundo e ganharam destaque nas redes sociais  e nas diversas mídias,  tomando lugar de tantos outros assuntos até então mais relevantes no cenário  mundial.

Notadamente, a influência carismática de nosso povo, envolvida com a magia singular dos jogos,  foi capaz de influenciar, mesmo que de forma incipiente, boa parte da comunidade internacional.  Conforme mensagem recebida na sede da FEB, no dia 10 de maio de 2014, os “olhos do Mundo” voltaram-se para o Brasil e “redescobriram” o nosso território.

Neste momento, cabe uma reflexão sobre o papel do nosso país cenário mundial.

No campo da economia, mesmo com a presença de índices depreciadores, continuamos nos mantendo entres as dez maiores economias do mundo, conforme dados recentes do Banco Mundial. Tal colocação, aliada à estabilidade econômica com a qual o país vem contornando as crises econômicas internacionais, vem permitindo ao país angariar uma posição de interesse junto à comunidade internacional.

No campo político, sem considerar prós e contras não compatíveis a este fórum, de alguma forma o país vem conquistando uma melhor colocação no decorrer de um longo prazo, culminando em grandes participações da política externa brasileira. Como exemplo, nas últimas décadas diversificamos as relações brasileiras. Participamos em fóruns não mais centralizados em potências ocidentais. Tivemos presença ativa em reuniões dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), do Conselho de Segurança da ONU, dentre outras. Certamente temos muito a caminhar, mas já não somos somente reconhecidos pela grandeza de nossa floresta Amazônica.

No meio acadêmico e na indústria encontram-se os principais avanços do país. Mapeamos o nosso Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, fortalecendo o nosso desenvolvimento tecnológico; e cada vez mais incrementamos a formação de nossos Mestres e Doutores por meio de diversos programas de ensino no Brasil e no exterior. Ainda não somos a principal nação a registrar um grande número de patentes. No entanto, somos uma das mais bem colocadas na publicações de artigos científicos. Universidades no mundo todo já recebem e respeitam os brasileiros, pois reconhecem em suas pesquisas adjetivos até então somente atribuídos aos representantes de universidades internacionais de excelência.

E na percepção cristã do brasileiro? Esta talvez seja uma das melhores projeções que fazemos no cenário internacional. Em qualquer lugar que vamos somos reconhecidos, de forma geral, pelo carisma, pelo amparo, pela alegria, pela crença e pela fé que temos em Deus. Sem demérito à nenhuma cultura externa, somos facilmente reconhecidos no exterior pela forma gentil e amável com a qual tratamos os semelhantes. Para o brasileiro não basta um sim ou não. Junto de nossas palavras sempre acompanham o abraço fraterno, o aperto de mão e uma palavra adicional de afetuosidade.

Dentro dos limites do nosso território nossa atuação cristã, de uma forma geral, também se destaca. Credos dos mais variados que povoam cada canto ecumênico de nossa pátria levam a todos os lugares a palavra de um Deus maravilhoso que nos ampara e auxilia. Em todos os rincões do país podemos ver um pastor evangélico citando parábolas da Bíblia em praças públicas; podemos ver uma igreja católica levando a palavra divina ao pequeno lavrador no interior de uma cidade; contemplamos cultos de origem africana fazendo cerimônias de muita fé e religiosidade; além de tantas outras manifestações repletas de expressões de amor pelo próximo.

Em face a tantos adjetivos, como podemos duvidar da missão maravilhosa que recebemos do próprio Cristo no final do século XIV, quando a Árvore do Evangelho foi transplantada do povo de Israel para nossas terras? No livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, psicografia de Francisco Cândido Xavier,  Humberto de Campos ressalta a esperança da espiritualidade no futuro de nossa nação. Povos da África, lapidados em anos de sofrimento, aqui reencarnaram e deram lugar gerações vindouras de esperança e fé. No livro “Transição Planetária”, de Joana de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, vemos diversos espíritos livres de resgates do velho mundo e outros, em missão oriundos de orbes mais elevados, a escolherem o Brasil para iniciar as atividades de um mundo de Regeneração.

Logo, voltando aos primeiros comentários, somos uma nação que atualmente, com pouco esforço, conseguimos nos projetar no cenário mundial e ganhar um espaço honroso. Assim, é de nossa responsabilidade, como Pátria do Evangelho, estabelecer “plugues mentais” (como diz Divaldo P. Franco) capazes de se conectar com esferas mais dignificantes que nos permitam fazer com que tais projeções levem a caridade, a luz e o amor por meio de nossas imagens e, principalmente, de nossas preces.

Conforme já citado, desde o século XIV nos foi outorgada a responsabilidade de conduzir o orbe terrestres aos caminhos que o levem à um mundo de regeneração. No entanto, esta realidade sublime, esperada com amor pela espiritualidade responsável pelo nosso planeta, somente ocorrerá se cada um de nós fizermos a nossa parte. E a receita é simples, basta lembrarmos a todo instante do “Orai e Vigiai”. Cada vez que elevamos de forma sincera as nossas preces, agradecendo a luz divina de cada dia, rogando por intuições de amor e luz, e pedindo a intervenção celeste pelos menos favorecidos, criamos um hífen cada vez mais forte com as esferas mais elevadas.

A Copa do Mundo da FIFA chegou ao seu fim. E com ela, mais uma oportunidade que tivemos de ser a janela do mundo. No entanto, para a Pátria do Evangelho e um mundo de Regeneração é só o começo.

Façamos a nossa parte!

Márcio Martins da Silva Costa

Márcio Costa
Márcio Costa

Membro do Conselho Editorial da Agenda Espírita Brasil, atua na divulgação da Doutrina Espírita escrevendo textos e realizando palestras.

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